Reprodutibilidade inter e intradias do Power Control em um teste de potência muscular

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O objetivo do presente estudo foi determinar a reprodutibilidade de um instrumento de medida da potência muscular (PM), o Power Control TechnoGym@, através de um teste de PM. Foram avaliadas 15 mulheres (26,2 ± 1,9 anos) experientes em treinamento de

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  Rev Bras Med Esporte  _  Vol. 12, Nº 5 – Set/Out, 2006 255 1.Mestrado em Ciência da Motricidade Humana/PROCIMH (UCB-RJ).2.Laboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH-RJ).3.Universidade Federal do Rio de Janeiro – EEFD.Recebido em 20/6/05. Versão final recebida em 5/12/05. Aceito em 15/5/06. Endereço para correspondência:  E-mail: contamestrado@yahoo.com.br.Tel.: (21) 8153-8408, Comercial: (21) 3431-5034. Reprodutibilidade inter e intradias do Power Control   em um teste de potência muscular Fabrício Miranda Ribeiro 1,2 , Jefferson da Silva Novaes 1,2,3 , Adriana Lemos 1,2  e Roberto Simão 3 A RTIGO  O RIGINAL Palavras-chave: 1RM. Potência muscular máxima. Carga máxima. Treinamento deforça. Keywords:  1RM. Maximum muscular power. Maximum loads. Strength train- ing. Palabras-clave:  1RM. Potencia muscular máxima. Carga máxima. Entrenamiento de fuerza. RESUMO O objetivo do presente estudo foi determinar a reprodutibilida-de de um instrumento de medida da potência muscular (PM), o Power Control TechnoGym  @  , através de um teste de PM. Foramavaliadas 15 mulheres (26,2 ± 1,9 anos) experientes em treina-mento de força em dois exercícios, a remada sentada   e a puxadaaberta pela frente no pulley   alto, através do teste de 1RM. Foramdeterminadas a carga máxima e a carga que gerou a potênciamáxima em cada exercício. Após a obtenção da carga que geroupotência máxima, os indivíduos passaram por três dias de testesem que se buscou verificar a reprodutibilidade inter e intradiasdas potências geradas. Utilizou-se a ANOVA para medidas repeti-das na comparação dos resultados da PM para a carga individuali-zada e o post-hoc   de Bonferroni para especificar quais medidasdiferiam entre si, com o nível de significância adotado de 5%. Nãoforam encontradas diferenças significativas entre as medidas in-ter e intradias, respectivamente, na remada sentada (p = 0,991; p= 1,000) e puxada aberta pela frente no pulley   alto (p = 0,607; p =1,000). Pode-se verificar que, para um simples teste de PM, o Power Control TechnoGym  @   apresenta-se como um instrumentoútil e fidedigno na utilização de cargas na PM. ABSTRACT Inter and intradays reproducibility of power control in test of muscle power  The aim of this study was to determine the reproducibility of an instrument of measurement of muscular power (MP), the PowerControl Technogym @ , through a simple test of MP. Fifteen women (26.2 ± 1.9 years) experienced in strength training in two exerci- ses - the low row and the front lat pull down, were evaluated throu- gh a test of 1RM. The maximum load and the load that generated the MP in each exercise were determined. After obtaining the load that generated the MP, the individuals carried out three days of testing with the purpose to analyze inter and intradays reproduci- bility of the generated power. The comparison between the re- sults of the MP was made through the ANOVA for repeated mea- sures and Bonferroni post-hoc  to specify which measures differ from each other, being adopted a level of significance of 5%. No significant differences were found at inter and intradays measure- ments respectively in the low row (p = 0.991; p = 1.000) and front lat pull down (p = 0.607; p = 1.000). This data can suggest that, for a simple test of MP, the Power Control TechnoGym @ seems to be a useful and trustworthy instrument in the use of loads in the MP. RESUMEN Reproducibilidad inter e intradías de power control  en un test de potencia muscular  El objetivo del presente estudio ha sido el de determinar la re- producibilidad de un instrumento de medida da potencia muscular (PM), Power Control TechnoGym @ , a través de un test de PM. Fue- ron evaluadas 15 mujeres (26,2 ± 1,9 anos) con experiencia en entrenamiento de fuerza en dos ejercicios, remo   y  tirón abierto por delante en el pulley  alto, a través del test de 1RM. Fueron determinadas la carga máxima, y la carga que generó la potencia máxima en cada ejercicio. Después de obtener la carga que gene- ró potencia máxima, los individuos pasaron por tres días de tests donde se buscó verificar la reproducibilidad inter e intradías de las potencias generadas. Se utilizó ANOVA para medidas repetidas en la comparación de los resultados de PM para carga individuali- zada, y post-hoc  de Bonferroni para especificar cuáles medidas diferían entre sí, con nivel de significancia de 5%. No fueron en- contradas diferencias significativas entre las medidas inter e intra- días respectivamente en remo (p = 0,991; p = 1,000) y tirón abier- to por delante en pulley  alto (p = 0,607; p = 1,000). Podemos verificar que, para un simple test de PM, Power Control Techno-Gym @ se presenta como un instrumento útil y fidedigno en la utili- zación de cargas en PM. INTRODUÇÃO O treinamento para fortalecimento muscular até a década de80 era pouco aceito pela população nos centros de fitness   e well- ness  . Porém, em 1990, quando o American College of Sports Medicine   expôs a posição The Recommended Quantity and Qua- lity of Exercise for Developing and Maintaining Cardiorespiratory and Muscular Fitness and Healthy Adults  (1) , o treinamento de for-ça tornou-se parte integrante na prescrição de exercícios, objeti-vando saúde.Após tal publicação, artigos científicos surgiram relatando osbenefícios do treinamento de força e potência muscular (PM), tan-to para indivíduos saudáveis quanto para portadores de enfermi-dades. Hoje, opiniões sobre a prática de exercícios de fortaleci-mento muscular, trabalhos aeróbicos e flexibilidade estão inseridosno contexto de organizações tais como: American Heart Associa- tion  , American Association of Cardiovascular and Pulmonary Reha- bilitation  (2) .Dentro de um mesmo contexto, a PM vem gerando interessecientífico (3,4) , mas ainda surgem controvérsias de natureza prática  256 Rev Bras Med Esporte  _  Vol. 12, Nº 5 – Set/Out, 2006 e metodológica, especialmente quando confrontadas com atitu-des pouco fundamentadas cientificamente. Um dos aspectos fre-qüentemente negligenciados nesse tipo de treinamento é a ques-tão da carga e velocidade ideais para o treinamento da PM, quepode ser definida como a capacidade de produzir força rapidamen-te, e que é medida através do produto da carga pela velocida-de (3,5) . Tal questão foi levantada de modo prático pelo estudo deCoelho et al. (6) , em que foi demonstrado que diferentes protoco-los de exercícios realizados na PM máxima levavam a níveis dis-tintos de freqüência cardíaca, produção de ácido lático e de per-cepção de esforço.A PM é dependente da força muscular e necessária em váriosesportes, assim como nas atividades do cotidiano (7,8) . Faz-se en-tão necessária a existência de formas de mensuração da potênciaem salas de musculação para que, com isso, a prescrição de exer-cícios seja feita em cargas ideais para a PM máxima.Sendo assim, o objetivo deste estudo refere-se a verificar a re-produtibilidade inter e intradias em um teste de PM, através dautilização de uma máquina de mensuração de potência, o Power Control TechnoGym  @  , no exercício remada sentada e puxada abertapela frente no pulley alto. MÉTODOS O estudo utilizou como voluntárias 15 mulheres treinadas comidade entre 25 e 30 anos (26,2 ± 1,9), peso corporal entre 52 e70kg (59,6 ± 5,1) e altura entre 151 e 169cm (161,9 ± 5,02). Parainclusão no experimento as voluntárias deveriam apresentar asseguintes características: a) ser treinadas no mínimo 12 meses;b) não apresentar nenhum problema que viesse a influenciar naobtenção e interpretação dos dados. Após verificação de todas asdúvidas sobre o protocolo experimental, as voluntárias assinaramum termo de consentimento, de acordo com as normas da Reso-lução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisaenvolvendo seres humanos. O estudo foi aprovado pelo comitêde ética institucional.Os exercícios selecionados para o estudo foram a remada sen-tada e a puxada pela frente aberta no pulley   alto, realizados emmáquinas da linha TechnoGym  @   selection   e seguiram as seguin-tes recomendações para a aplicação dos testes. Para a remadasentada, o indivíduo sentado com o esterno encostado no apoio,com os ombros flexionados, com mãos em pegada semipronadasegurando duas alavancas à frente a uma distância onde pudessemanter seus cotovelos completamente estendidos (figura 1). Paraa realização da fase concêntrica do movimento, foi adotada comoamplitude uma extensão de ombro realizada juntamente com umaflexão não menor do que 90°do antebraço com o braço (figura 2).Durante a execução, o esterno permanecia apoiado no encostoisolando a musculatura a ser trabalhada, sendo considerada inváli-da a tentativa em que o esterno fosse descolado do apoio.Na puxada aberta pela frente no pulley   alto, o indivíduo se apre-senta sentado com os ombros abduzidos e elevados acima da ca-beça e os cotovelos completamente estendidos, com as mãossegurando duas alavancas a uma distância maior que a largura deseus ombros (figura 3). A fase concêntrica é constituída de umaadução completa dos ombros juntamente com uma flexão doscotovelos. O esterno sempre encostado no apoio evitando movi-mentação do tronco, o que invalidaria a tentativa (figura 4). Figura 1  – Posição inicial – remada sentada. Figura 2   – Posição final (fase concêntrica) Figura 3   – Posição inicial – puxada pela frente. Figura 4   – Posição final (fase concêntrica) Figura 5   – Power Control A PM foi obtida através do  Power Control TechnoGym  @    (figura5), um aparelho eletrônico que é constituído de um conta-giroscom um fio acoplado à base das placas (sobrecarga do aparelho),que mede a velocidade média do movimento em m/s -1 . Essa velo-cidade é multiplicada pela carga do exercício em quilogramas e aPM gerada pode ser visualizada em um painel eletrônico que ficaposicionado à frente do avaliado.  Rev Bras Med Esporte  _  Vol. 12, Nº 5 – Set/Out, 2006 257 Os avaliados fizeram cinco visitas ao local do teste e realizarama seqüência que tinha como primeiro exercício a remada sentadae, em seguida, a puxada pela frente aberta no pulley   alto. Na pri-meira sessão foram realizadas as mensurações da altura, pesocorporal e o teste de 1RM dos exercícios propostos. O teste de1RM consistia em tentativas para obtenção das cargas máximas eda PM máxima. Um aquecimento específico leve, com duas sé-ries de seis repetições, era realizado previamente ao teste. Incre-mentos de carga de 2,5, 5 e 10kg foram utilizados de acordo coma percepção de esforço do avaliado até ser determinada a PMmáxima e a carga máxima no teste de 1RM. Foram utilizados trêsminutos de intervalo entre as tentativas e 10 minutos entre osexercícios. A carga inicial foi escolhida aleatoriamente e o avalia-do recebeu informações claras de que o movimento deveria serrealizado com a maior intenção de velocidade possível na faseconcêntrica do movimento. Na segunda sessão foi realizado umreteste de 1RM para verificação da reprodutibilidade das cargasobtidas no dia anterior.Obtida a carga que gerou a PM máxima, os indivíduos foramsubmetidos à terceira e quarta sessões de coletas de dados, emque realizavam testes que consistiam num prévio aquecimentoarticular, constituído de duas séries de seis repetições com 40%da carga de 1RM. O avaliado foi instruído a realizar uma únicaexecução com a maior velocidade possível na PM máxima geradano teste de 1RM. Na quinta sessão o mesmo aquecimento foiutilizado e, em seguida, eram realizadas 10 repetições na PMmáxima, adotando um minuto de intervalo entre as mesmas; apotência gerada era anotada ao final de cada execução. Para mini-mizar o efeito da familiarização, adotou-se a técnica do quadradolatino na ordenação das três sessões e foi respeitada a ordem ini-cial proposta para os exercícios, primeira a remada depois a puxa-da, mantendo um intervalo de cinco minutos entre os exercícios.A comparação entre os resultados da PM máxima para a cargaindividualizada nos diferentes dias (interdias) e nas 10 séries domesmo dia (intradias) foi feita pela ANOVA para medidas repeti-das e pelo teste de comparações múltiplas de Bonferroni paraespecificar quais medidas diferiam entre si, sendo adotado umnível de significância de 5%. RESULTADOS A análise descritiva dos dados antropométricos das 15 avalia-das pode ser encontrada na tabela 1. Os percentuais da cargamáxima que geraram as potências máximas e a média das potên-cias (watts) encontradas nos dias de testes nos exercícios pro-postos podem ser vistos na tabela 2. A análise inferencial inter eintradias encontra-se na tabela 3.As medidas da PM encontradas no terceiro dia de teste nas dezrepetições nos exercícios avaliados podem ser vista no gráfico 1. TABELA 1Análise descritiva das variáveis antropométricasVariáveisMédiaDesvio-padrãoMínimoMáximo Idade026± 1,90023028 Peso059± 5,10052070 Altura163± 5,02151167 TABELA 2Média das potências (watts) e % carga máx. em 1RM nos três dias de testesExercíciosRemada sentadaPuxada pela frenteTestes1 o 2 o 3 o %CM1 o 2 o 3 o %CM Média215,02130,2130,750,1950,1981830,770, Desvio-padrão056,6051,2054,109,2043,7046045,406,9 Mínimo1580,1520,1210,58,31380,1281040,66,6 Máximo372,03480,3790,89,42910,2982890,89,5 TABELA 3Análise inferencial inter e intradiasExercíciosRemadaPuxadaTestesInterdiasIntradiasInterdiasIntradias F0,0100,100,5100,03 p0,9911,000,6071,00 F = análise de variância; p < 0,05. Gráfico 1  –    Comportamento das médias das 10 repetições no 3º dia de teste  No que diz respeito à reprodutibilidade interdias na análise dasmedidas geradas pelo Power Control TechnoGym  @   para os trêsdias de teste no exercício remada sentada, não foram observadasdiferenças significativas nas potências individuais (p = 0,991), fatoque se repetiu para o exercício puxada pela frente no pulley   alto (p= 0,607). Para análise da reprodutibilidade intradias, não foramobservadas diferenças significativas no exercício remada e puxa-da, respectivamente (p = 1000; p = 1,000). DISCUSSÃO O desenvolvimento de um novo instrumento de medida deveatender a vários critérios. Dentre eles, podemos considerar que areprodutibilidade talvez seja um dos primeiros e mais importantese, portanto, deve ser testada no processo de validação (9,10) . Emestudos sobre a fidedignidade, a maior virtude da abordagem me-todológica desenvolvida parece residir na alta reprodutibilidade dosdados obtidos tanto no mesmo dia como em diferentes dias. Des-sa forma, no presente estudo optou-se pela abordagem da repro-dutibilidade inter e intradias de um teste de PM em dois exercí-cios distintos.No que diz respeito à prescrição do treinamento para a PM, arelação ideal entre carga e velocidade de execução do movimentoé um aspecto difícil de ser controlado e estudos (3,4,6)  demonstramque tal relação está interligada de maneira casual. Além disso, osinstrumentos destinados a medir a velocidade de movimento ge-ralmente envolvem aparatos sofisticados, como, por exemplo, equi-pamentos isocinéticos (11,12) ; também a velocidade ideal que tendea gerar a maior potência em um dinamômetro isocinético não podeser controlada fora do mesmo. Tal fato acaba impossibilitando oemprego de dados em situações de campo, além do alto custo doequipamento. A relevância da medida da PM máxima, realizadaatravés do Power Control  , reside na facilidade para obtenção des-sa relação em curto espaço de tempo.  258 Rev Bras Med Esporte  _  Vol. 12, Nº 5 – Set/Out, 2006 Na literatura podemos encontrar cargas sugeridas entre 30 e60% de 1RM como sendo cargas ideais para o desenvolvimentoda PM (13,14) . Em contrapartida, Hoeger et al. (15)  demonstraram a pos-sibilidade de essas cargas alcançarem 80% de 1RM em levanta-dores de peso. Para esses autores, a massa muscular envolvidano exercício parece influenciar as diferenças percentuais na cargade trabalho para a PM (13,15) . Isso já foi demonstrado em outro estu-do de Simão et al. (3) , em que foram utilizadas potências máximasdesenvolvidas com cargas de 72,7 a 88,8% de 1RM no exercíciode remada em pé, valores acima dos encontrados na literatura.Talvez a dificuldade na determinação das cargas esteja no fatode a potência ser atribuída à alta velocidade de movimento (8,16,17)  eque, para isso, cargas menores deveriam estar sendo utilizadas etrabalhos com baixas velocidades e cargas altas exclusivamentepara aprimoramento da força deveriam ser relacionados. A asso-ciação de a potência ser gerada em cargas baixas expõe a idéia deque em cargas altas não exista a necessidade de executar veloci-dades mais altas do que aquelas escolhidas para o aprimoramen-to da força, possibilitando assim o uso de cargas direcionadas parao treinamento da potência apresentadas em valores menores doque aquelas determinadas para programas de treinamento de força.Os dados apresentados neste estudo corroboram os de Simão et al. (3)  em relação aos percentuais de carga nas potências máxi-mas geradas. A média da PM foi de 74,4% (65 a 86%) para aremada e de 77% (66 a 88%) na puxada pela frente para 1RM,sendo valores bem acima daqueles apresentados pela literatu-ra (14,16) . Tal dado parece ser aplicável à prática da prescrição para otreinamento da PM, pois através dele observa-se que a velocida-de em que se executa o movimento não é o fator fundamental napotência gerada e, sim, a relação entre a carga e a maior intençãode velocidade possível de gerar com a carga apresentada, poismesmo sem a medida da velocidade, os indivíduos testados fo-ram instruídos a realizar o exercício da forma mais veloz o quantofosse possível na fase concêntrica, independente da carga.O fato de a velocidade não ter sido controlada não acarretouproblemas na confiabilidade dos dados apresentados, pois pode-se observar que não há disparidade nas médias entre as potên-cias geradas nos três dias de testes e nas potências geradas intra-dias nas 10 repetições. O tempo de recuperação adotado entre as10 repetições não influenciou a produção de potência para o gru-po muscular analisado, demonstrado através da verificação deBonferroni que não apresentou diferenças significativas entre aspotências geradas intradias da primeira com as outras nove re-petições.Ao analisar a reprodutibilidade de um teste, deve-se considerarque seus coeficientes podem ser influenciados por diversas variá-veis, como o tamanho e heterogeneidade da amostra utilizada (10) .Para avaliar a influência desse aspecto em um teste de PM, deter-minou-se a reprodutibilidade inter e intradias em uma amostra com-posta por indivíduos com diferentes níveis de condicionamento,peso corporal, estatura e força muscular. Neste estudo, a repro-dutibilidade nos três dias de testes não exerceu influência negati-va nos resultados, o que permite inferir que, provavelmente, nãohouve efeito do aprendizado ou familiarização com o procedimen-to de avaliação. A avaliação da PM não apresentou diferença signi-ficativa intra e interdias, demonstrando que o Power Control   apre-senta reprodutibilidade, além de constituir-se em uma formasimples e prática para medida da potência muscular.Levando em consideração a importância do desenvolvimentoda PM nas atividades cotidianas (18) , pode-se considerar que o usodesse equipamento dentro de uma sala de musculação torna-seum meio bastante acessível e prático, e o teste aqui utilizado mui-to seguro, já que não foram relatados nenhum tipo de incidenteou dores musculares tardias durante os dias de testes para a pres-crição de cargas ótimas para a população avaliada.Em função dos resultados verificados no estudo foi possívelconcluir que, na amostra utilizada, a medida da PM pelo Power Control Technogym  @   apresenta alta reprodutibilidade inter e intra-dias, podendo ser utilizada como uma estratégia interessante naavaliação da função muscular, principalmente quando o objetivofor a prescrição do treinamento com base nos resultados da po-tência muscular máxima. Perspectiva de aplicação A utilização de cargas ótimas para a prescrição do treinamentopara o desenvolvimento da PM tem sido um dos problemas en-frentados por muitos treinadores, em especial dentro de salas demusculação. Os instrumentos utilizados na medida dessa qualida-de física não apresentam boa reprodutibilidade dos dados nessescentros de treinamento. O Power Control TechnoGym  @  , atravésde um simples teste de PM, pode extrair relevantes informaçõesa respeito da carga responsável por gerar a maior potência na exe-cução de um determinado movimento. O fato de apresentar fide-dignidade na reprodução desse dado, como demonstrado nesteestudo, possibilita a sua utilização em diferentes populações ediferentes exercícios dentro da sala de musculação. Seu custo émuito menor quando comparado com outros instrumentos, comoos isocinéticos. Dessa forma, conclui-se que, numa sala de mus-culação, o Power Control Technogym  @   torna-se um instrumentoútil na prescrição de cargas para trabalhos que almejem a produ-ção de potência máxima, em detrimento da importância dessa va-lência física nas atividades cotidianas e no rendimento desportivo. Todos os autores declararam não haver qualquer potencial confli- to de interesses referente a este artigo. REFERÊNCIAS 1.American College of Sports Medicine. Position stand on the recommended quan-tity and quality of exercise for developing and maintaining cardio respiratory andmuscular fitness in healthy adults. Med Sci Sports Exerc 1990;22:265-74.2.Pollock ML, Evans WJ. Resistance training for health and disease: introduction.Med Sci Sports Exerc 1999;31:10-1.3.Simão R, Monteiro W, Araújo CGS. Fidedignidade inter e intradias de um teste depotência muscular. 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