Prevalência de sobrepeso e obesidade entre funcionários plantonistas de unidades de saúde de Teresina, Piau

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OBJECTIVE: The objective of this study was to identify the prevalence of overweight and obesity and associated factors in employees of four Health Units in the municipality of Teresina, Piauí. METHODS: This was a cross-sectional study with

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  SOBREPESO E OBESIDADE EM TRABALHADORES |473 Rev. Nutr., Campinas, 20(5):473-482, set./out., 2007Revista de Nutrição   ORIGINAL | ORIGINAL 1 Prefeitura Municipal de Teresina, Fundação Municipal de Saúde, Unidade de Saúde Buenos Aires. Teresina, PI, Brasil. 2 Prefeitura Municipal de Teresina, Fundação Municipal de Saúde, Unidade de Saúde Wall Ferraz. Teresina, PI, Brasil. 3 Universidade Federal do Piauí, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Medicina Comunitária. Teresina, PI, Brasil. 4 Universidade Federal do Piauí, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Biofísica e Fisiologia. Campus UniversitárioMinistro Petrônio Portela, Bloco 8, 64049-660, Ininga, Teresina, PI, Brasil. Correspondência para/  Correspondence to : M.C.C.MARTINS.  E-mails : <mccm@ufpi.br>; <carminhacmartins@yahoo.com.br>. Prevalência de sobrepeso e obesidadeentre funcionários plantonistas de unidadesde saúde de Teresina, Piauí Overweight and obesity prevalence in employeesof healthcare units in Teresina , Piauí , Brazil Ruth Maria Rocha de Pádua SOUSA 1 Débora Pereira SOBRAL 2 Suzana M. Rebelo Sampaio da PAZ 3 Maria do Carmo de Carvalho e MARTINS 4 R E S U M O Objetivo O objetivo deste trabalho foi identificar a prevalência de sobrepeso e obesidade, bem como os fatores a elesassociados, em funcionários de quatro Unidades de Saúde do Município de Teresina, Piauí. Métodos Estudo transversal com amostra estratificada proporcional de 207 funcionários plantonistas diurnos dasUnidades Básicas de Saúde da Prefeitura Municipal de Teresina, que foram entrevistados e avaliados a partir dedados antropométricos. Para a classificação do estado nutricional foi utilizado o Índice de Massa Corporal e,para a classificação do risco cardiovascular de acordo com a distribuição da gordura corporal, foi utilizada acircunferência da cintura. Resultados A prevalência de excesso de peso foi de 53,72%, sendo as proporções de sobrepeso e obesidade de 35,75%e 17,70%, respectivamente. O sobrepeso esteve mais presente no sexo masculino (45,16%) e a obesidade nosexo feminino (19,31%). As variáveis que se mantiveram associadas significantemente com a obesidadeforam: idade, função desempenhada pelo funcionário, obesidade dos pais, renda, fumo e circunferência dacintura.  474  | R.M.R.P. SOUZA et al. Rev. Nutr., Campinas, 20(5):473-482, set./out., 2007 Revista de Nutrição Conclusão As elevadas proporções de excesso de peso entre os funcionários das Unidades de Saúde mostram a necessidadede ações de saúde destinadas à prevenção e ao controle, de modo a contribuir para a redução desses índicese para o controle das doenças crônicas. Termos de indexação : índice de massa corporal; obesidade; sobrepeso. A B S T R A C T Objective The objective of this study was to identify the prevalence of overweight and obesity and associated factors inemployees of four Health Units in the municipality of Teresina, Piauí . Methods This was a cross-sectional study with proportionate stratified sampling of 207 day shift employees of Basic Healthcare Units of the city of Teresina  , who were interviewed and classified according to their anthropometric data. Nutritional status was determined with body mass index and waist circumference was used to determinecardiovascular risk according to the distribution of body fat. Results The prevalence of excess weight was 53.72%, with 35.16% overweight and 17.70% obese. Overweight wasmore common among males (45.16%) and obesity among females (19.31%). The variables that were significantly associated with obesity were: age, job, parental obesity, income, smoking and waist circumference. Conclusion The high rates of excess weight found among Healthcare Unit employees show that health actions to prevent and control obesity are needed to help reduce these indices and chronic disease rates. Indexing terms : body mass index; obesity; overweight. I N T R O D U Ç Ã O A obesidade, um dos distúrbios mais remo-tos que acomete a humanidade, é uma doençacrônica que atinge todas as faixas etárias e grupossocioeconômicos 1  e que, Segundo Coutinho 2 ,desponta como um problema mais freqüente emais grave que a desnutrição, à medida que seconsegue erradicar a miséria entre as camadasmais pobres da população. O aumento da preva-lência de obesidade observado na região dasAméricas nas últimas décadas tem sido atribuídoprincipalmente, às mudanças nos hábitos alimen-tares da população, com maior consumo de ali-mentos de alta densidade energética, alto consu-mo de carboidratos refinados, gorduras saturadas,colesterol, ácidos graxos trans,  bebidas alcoólicase alimentos tipo fast-food  ; redução da atividadefísica, devido aos avanços tecnológicos no tra-balho, ao uso de veículos automotores, elevadores,escadas rolantes e aumento do tempo gasto ematividades sedentárias (jogos eletrônicos, televisão,computador); e a outros fatores de caráter so-ciocultural, como a valorização do excesso depeso como sinônimo de saúde e prosperidade 3 .A preocupação com a obesidade reside nofato de que ela é, em si mesma, uma doençacrônica, além de se constituir em reconhecido fatorde risco para muitas outras doenças debilitantese de alto custo social, como diabetes do tipo 2,hipertensão arterial, acidentes vasculares cere-brais, cardiopatias, dislipidemias e alguns tipos decâncer 3,4 . Desse modo, ao identificar sujeitos obe-sos também se identifica uma alta proporção dossujeitos em risco de sofrer de outras doenças crôni-cas não transmissíveis 3 .A distribuição da gordura corporal poderevelar alguma predisposição do indivíduo para odesenvolvimento de complicações. A gorduraabdominal, por exemplo, pode elevar em até dezvezes o risco para o desenvolvimento de diabetestipo 2, sendo também fator de risco para hiper-  SOBREPESO E OBESIDADE EM TRABALHADORES |475 Rev. Nutr., Campinas, 20(5):473-482, set./out., 2007Revista de Nutrição tensão arterial em adultos com idade entre 20 e45 anos 5 .Os países desenvolvidos têm concentradoesforços na área de Saúde Pública, com vistas àprevenção de doenças crônicas não transmissíveis.Para tanto, tem-se dado ênfase à redução daobesidade, à melhoria do padrão alimentar e aocombate ao sedentarismo. A implementação deações que envolvem educação alimentar enutricional e prática de exercícios físicos regularespode ser de grande valia para a redução do contin-gente de obesos em todo o mundo.No Brasil, a evolução do perfil antropo-métrico-nutricional da população, comparandoestimativas da Pesquisa de Orçamentos Familiares(POF) 6  com dados da Pesquisa Nacional sobreSaúde e Nutrição (PNSN) 7 , mostrou que, no pe-ríodo de 1989 a 2002-2003, para a populaçãogeral, a prevalência de obesidade manteve-seestável (12,8% na PNSN e 12,7% na POF). E,embora entre mulheres a evolução de excesso depeso e obesidade tenha mantido relativa estabili-dade, na população masculina as prevalências deexcesso de peso e obesidade aumentaram (29,5%e 5,1% na PNSN e 41,0% e 8,8% na POF, res-pectivamente).Vários trabalhos têm sido realizados noBrasil visando a estudar a freqüência de excessode peso entre grupos populacionais, incluindotrabalhadores do serviço público. Frente à inexis-tência de registros conhecidos sobre o estudo desobrepeso e obesidade entre funcionários públicosdo Piauí, o propósito do presente estudo foi estimara prevalência de sobrepeso e obesidade entre osfuncionários públicos plantonistas das Unidadesde Saúde da Fundação Municipal de Saúde deTeresina-Piauí, bem como identificar possíveisfatores associados ao excesso de peso e à distri-buição de gordura corporal, com a perspectiva defornecer dados que permitam a criação de pro-gramas de vigilância em saúde voltados para osservidores públicos municipais. M É T O D O S Foi realizado estudo transversal comamostra estratificada proporcional, constituída porfuncionários plantonistas diurnos de quatro estratosrepresentados por Unidades de Saúde (US) deTeresina, localizadas nas zonas Sul, Sudeste, Lestee Norte da cidade. Tais unidades foram sele-cionadas por figurarem entre as maiores do muni-cípio, além de estarem localizadas em regiõesdistintas da cidade. A coleta dos dados foi reali-zada no período de julho a dezembro de 2004,no turno da manhã.O cálculo do tamanho da amostra tomoucomo parâmetro a prevalência de excesso de pesode 32,00%, revelada pela Pesquisa Nacional sobreSaúde e Nutrição (PNSN) 7 , realizada em 1989,gerando amostra igual a 210 funcionários. Para oestudo da prevalência de sobrepeso/obesidade,considerou-se aceitável um erro amostral de 5,00%e nível de confiança de 95,00%. Foram consi-derados critérios de exclusão: idade superior a 60anos, gestação, e o fato de o funcionário estarsubstituindo o plantonista da Unidade de Saúde.A amostra foi escolhida por sorteio proporcionalao número de funcionários plantonistas na Uni-dade e no setor ou na função exercida. A amostrafinal foi composta por 207 participantes, sendo aperda igual a 0,48%.As informações foram obtidas por meio deum formulário de entrevista dividido em dados deidentificação, dados socioeconômicos, antece-dentes familiares e medidas antropométricas. Oestudo foi previamente aprovado pela Comissãode Ética da Universidade Federal do Piauí e todosos entrevistados foram informados a respeito dosobjetivos do trabalho e confirmaram a participaçãomediante assinatura de Termo de ConsentimentoLivre e Esclarecido, conforme prevê a Resolução196/96 do Conselho Nacional de Saúde.O sobrepeso e a obesidade foram definidosa partir do indice de massa corporal (IMC) e oscritérios utilizados foram os propostos pela Orga-nização Mundial de Saúde 8 , sendo consideradasobesas as pessoas que apresentaram IMC igualou superior a 30kg/m 2  e com sobrepeso aquelascom IMC entre 25 e 30kg/m 2 .Foram estudadas as seguintes variáveis:idade (em anos completos), sexo, função desem-  476  | R.M.R.P. SOUZA et al. Rev. Nutr., Campinas, 20(5):473-482, set./out., 2007 Revista de Nutrição penhada na Unidade de Saúde, grau de instrução,situação conjugal (entrevistados que viviam comou sem companheiro na época do estudo), rendafamiliar (renda mensal em salários mínimos detodos os moradores do domicílio, distribuída porfaixas de 1 a 2, 2 a 5 e mais do que 5 saláriosmínimos), tabagismo (sendo considerados fuman-tes aqueles que fumavam qualquer quantidadede cigarro diariamente), exercício físico (distribuídoem 4 grupos: não praticante de exercício físico,prática em até 3 vezes por semana, entre 3 e 6vezes por semana, e diariamente), obesidade dospais (referida pelo entrevistado), massa corporal(aferida em balança digital marca Plenna Litium com capacidade de 150kg e variação de 0,1kg),estatura (coletada uma única vez com antropô-metro de madeira construído exclusivamente parapesquisa de campo com precisão de 0,1cm) ecircunferência da cintura (medida com fita métricade fibra de vidro, em centímetros, com precisãode 1mm).A circunferência da cintura (CC) foi utili-zada com o objetivo de identificar o padrão dedistribuição da massa adiposa, pois, segundovários estudos, é o melhor indicador para aavaliação do risco de doenças cardiovascularesem estudos epidemiológicos 9-12 . A classificação daobesidade abdominal baseada na CC utilizou ospontos de corte recomendados pela OrganizaçãoMundial da Saúde 8  para avaliação do risco decomplicações metabólicas, que considera, parahomens, risco aumentado valores de CC entre 94e 102cm, e substancialmente aumentado valoresde CC iguais ou superiores a 102cm; e para asmulheres, risco aumentado se CC entre 80 e88cm, e muito aumentado para valores iguais ousuperiores a 88cm.As determinações de peso, altura e CCforam realizadas com os funcionários descalços,usando roupas leves e sem acessórios que pudes-sem interferir nas medidas, seguindo as recomen-dações do Manual de Técnicas e Procedimentosdo Ministério da Saúde 13 . A CC foi verificadacolocando-se a fita métrica inextensível ao nívelda cintura natural (parte mais estreita do abdô-men, logo abaixo da última costela), sem fazerpressão.Os dados foram processados e analisadoscom o auxílio do programa Stata 7.0 14 . As análisesestatísticas foram realizadas utilizando comomedidas de efeito proporções e respectivoerro-padrão. Foram também utilizados testes deassociação do Qui-quadrado ( χ 2 ) para tendênciaao longo dos estratos e para estimar a associaçãoentre potenciais fatores associados com sobrepesoe obesidade. Nos testes, a diferença foi conside-rada significante se α <5%. R E S U L T A D O S Foram pesquisados 207 funcionáriosadultos, sendo 57 (27,54%) da Unidade de Saúdeda zona sul, 55 (26,57%) da zona leste, 52(25,12%) da zona norte e 43 (20,77%) da zonasudeste. A maior parte dos funcionários era dosexo feminino (70,04%). A idade variou entre 24e 59 anos, sendo que 71,72% das mulherestinham idade entre 40 e 59 anos e 75,80% doshomens encontravam-se entre 30 e 49 anos.Quanto à escolaridade, a maior parte dos fun-cionários havia cursado ensino médio e superior,sendo a função mais freqüente, para as mulheres,a de técnico/auxiliar de enfermagem e, para oshomens, a de médico. Nessa perspectiva, os ho-mens apresentaram renda maior, quando compa-rada com a das mulheres. Tanto os homens quantoas mulheres, em sua maioria, possuíam com-panheiros. Foi encontrada maior proporção decasados entre os homens.Observou-se que as médias de peso, IMCe CC eram muito semelhantes entre os estratos ecom a amostra geral.O excesso de peso (IMC ≥ 25kg/m 2 ) foiencontrado em 53,72% (IC 95%  46,58-60,56) dosfuncionários pesquisados. O sobrepeso foiconstatado em 35,75% (IC 95%  29,22-42,69) e aobesidade em 17,70% (IC 95%  12,91-23,78) dos  SOBREPESO E OBESIDADE EM TRABALHADORES |477 Rev. Nutr., Campinas, 20(5):473-482, set./out., 2007Revista de Nutrição funcionários. Em relação ao sexo, as proporçõesde sobrepeso e obesidade encontradas foram,respectivamente, de 31,91% e 19,86% para osexo feminino, e 43,94% e 13,64% para o sexomasculino. Observa-se, ainda, que as proporçõesde sobrepeso e obesidade são diferentes parahomens na amostra geral e também no estrato 4(Tabela 1).A Tabela 2 mostra os fatores associadosao sobrepeso e à obesidade. A análise dos dadosmostrou que a prevalência de obesidade aumentoucom a idade (  p =0,037), observando-se que aproporção de obesos foi 3,6 vezes maior na faixaetária de 40 a 49 anos. Quanto ao sobrepeso,embora não tenha sido encontrada associaçãocom a idade, sua freqüência foi 1,36 vezes maiornos funcionários de 30 anos e mais.Com relação aos antecedentes familiares,a prevalência de obesidade foi cerca de 2 vezesmaior nas pessoas que referiram obesidade damãe e do pai do que entre aqueles cujos pais nãoeram, segundo sua opinião, obesos (  p =0,034).Quando se estuda a estratificação porrenda, verifica-se um decréscimo da prevalênciade obesidade quando a renda mensal supera 5salários mínimos (  p <0,0001), bem como relaçãoinversa com a função exercida (  p <0,0001), ouseja, a obesidade é mais freqüente na funçãorelacionada com mais baixo nível de escolaridade.No presente estudo, o fumo mostra-se asso-ciado à obesidade (  p <0,01), encontrando-semaiores prevalências de obesidade entre ex-fuman-tes e não fumantes.As prevalências de obesidade e sobrepesoaumentaram com a circunferência da cintura(p<0,0001). A obesidade abdominal, que classificao risco cardiovascular e de complicações meta-bólicas, revelou freqüências de risco aumentadoem 28,02% e risco muito aumentado em 22,70%dos funcionários estudados. Observou-se, ainda,que o risco muito aumentado foi duas vezes maisfreqüente para o sexo feminino. As Tabelas 3 e 4mostram que não houve diferença significante norisco entre os indivíduos com sobrepeso dosdiferentes estratos e em relação ao aumento daCC; no entanto, entre os obesos , o aumento daCC produziu aumento significante do risco nosestratos 2 e 4 e na amostra geral, quando secompara CC aumentada com muito aumentada. D I S C U S S Ã O A análise dos dados antropométricos dosplantonistas das Unidades de Saúde municipaisaqui estudados indicou alta freqüência de sobre-peso e obesidade, refletindo o quadro atual deprevalência de excesso de peso (IMC ≥ 25kg/m 2 )encontrado em outros estudos realizados no Brasil,especialmente, em alguns grupos de traba-lhadores. A prevalência de excesso de peso encon-trada entre os plantonistas (53,72%) foi maior queas encontradas por Abrantes et al. 15  para a popu-lação adulta das regiões Nordeste e Sudeste, em1997 (36,7%) e na Pesquisa de Orçamento Fa-miliar 6  de 2002-2003 para a população brasileira Tabela 1 . Prevalência de sobrepeso e obesidade segundo o sexo, por unidade de saúde (US) da rede pública municipal de Teresina,Piauí. US 1 (n=43)US 2 (n=52)US 3 (n=57)US 4 (n=55)Geral (n=207)1311201862657102846,1545,4535,0055,60 45,1613,8315,0110,66 11,71 6,32erro-padrão %Sobrepreso 42219 ncc 30,7718,1810,00 5,5614,5212,8011,63 6,71 5,40 4,47erro-padrão %Obesidade 30413737145 n 1014111146 c 33,3334,1529,7329,7331,728,617,417,517,513,86erro-padrão %Sobrepreso 4861028 c 13,3319,5116,2227,0319,316,216,196,067,303,28erro-padrão %ObesidadeMulheresHomens n: número de funcionários no estrato; c: número de casos; teste de associação do Qui-quadrado por sexo segundo estrato;  p >0,05.
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