Pierre Lévy e Mark Dery: esboços sobre a virtualização do conhecimento comum e das práticas e culturas do cotidiano

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Pierre Lévy (1996) y Mark Dery (2010) son pensadores contemporáneos que se han ocupado de las transformaciones del cotidiana a través de los cambios culturales y tecnológicos, de la virtualización de la cultura y de las prácticas sociales. Lévy,

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  186  C    o  m u n i      c   o  l      o    g i      a   . R   e v i    s  t   a  C   o m u n i    c  a  ç  ã   o  e E   p i    s  t   e m o l    o  g i    a  d   a  U  n i   v  e r   s i    d   a  d   e  C   a  t   ó  l   i    c  a  d   e B  r   a  s í   l   i    a  CIBERCULTURA Guilherme Pereira 1 Pierre Lévy e Mark Dery: esboços sobre a virtualização do conhecimento comum e das práticas e culturas do cotidiano Pierre Lévy y Mark Dery: apuntes sobre la virtualización del conocimiento comun y prácticas y culturas de la  vida cotidiana Resumo Pierre Lévy (1996) e Mark Dery (2010) são pensadores contemporâneos que abordaram as transformações do cotidi-ano comum através das mudanças culturais e tecnológicas, da virtualização da cultura e das práticas sociais. Lévy, otimista e profético, quis humanizar o virtual desumanizado. Ele propôs conceitos e ideias com a nalidade de impulsionar transfor -mações. Já Dery, crítico cultural observador e ferino, descreveu as inconstâncias e imprevisibilidades da tecnologia/cultura humanas e teceu elos a partir de nossos novos contextos e mazelas sociais. Ao mesmo tempo, revelou a beleza e a riqueza disso tudo, apontou paradoxos, desconstruiu e instigou. Esta pesquisa é qualitativa e utiliza a técnica da análise crítica dos textos dos referidos autores. Nosso intuito foi trazer uma breve reexão sobre a diversidade de nossas vivências, percep - ções, experiências e cultura atuais, inuenciadas pela mistura do global com o local e transformadas radicalmente pelas nossas relações e práticas sociais cada vez mais cibermediadas. Palavras-chave: Pierre Lévy. Mark Dery. Cibercultura. 1 Mestrando em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Especialista em Linguagens Verbais, Visuais e suas Tecnologias pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul/2011). Graduado em Artes Visuais - Design Gráco pela Universidade Federal de Pelotas (UFPe /2008).  E-mail: guilhermefranconi@gmail.com  187  C    o  m u n i      c   o  l      o    g i      a   . R   e v i    s  t   a  C   o m u n i    c  a  ç  ã   o  e E   p i    s  t   e m o l    o  g i    a  d   a  U  n i   v  e r   s i    d   a  d   e  C   a  t   ó  l   i    c  a  d   e B  r   a  s í   l   i    a  Resumen Pierre Lévy (1996) y Mark Dery (2010) son pensadores contemporáneos que se han ocupado de las transformaciones del cotidiana a través de los cambios culturales y tecnológicos, de la virtualización de la cultura y de las prácticas sociales. Lévy, optimista y profético há propuesto humanizar el deshumanizado virtual. Él señaló conceptos e ideas con el propósito de promover transformaciones. Ya Dery, crítico cultural y observador mordaz, describió las inconsistencias y las impre- visibilidades de la tecnología / cultura humanos y tejió vínculos de nuestros nuevos contextos y males sociales. Al mismo tiempo, Dery reveló la belleza y la riqueza de todo esto, señaló paradojas, deconstruido e instigando. Nuestro propósito en este ensayo, a través de una investigación cualitativa y el análisis crítico de los textos de los autores indicados, fue traer una breve reexión sobre la diversidad de nuestras experiencias, percepciones y la cultura actual, inuenciado mediante la mezcla de lo global con lo local y transformado radicalmente a través de nuestras relaciones y prácticas sociales cada vez más cibermediadas. Palabras clave: Pierre Lévy. Mark Dery. Cibercultura .  188  C    o  m u n i      c   o  l      o    g i      a   . R   e v i    s  t   a  C   o m u n i    c  a  ç  ã   o  e E   p i    s  t   e m o l    o  g i    a  d   a  U  n i   v  e r   s i    d   a  d   e  C   a  t   ó  l   i    c  a  d   e B  r   a  s í   l   i    a  O potencial de Pierre Lévy “Bem-vindos à nova morada do gênero humano. Bem-vindos aos caminhos do virtual” (LÉVY, 1996, p.150). É assim que Lévy desfechou o seu livro O que é virtual?  , assumindo sua posição de pensador tecnológico e ao mesmo tempo humanista iluminista, nos termos de Rüdiger (2011). Somos constituídos do (e pelo) virtual, defendeu Lévy (1996), desmisticando nossa compreensão senso comum acerca do virtual como algo puramente tecnológico, inumano, advindo do mundo digital ccional moderno e que se opõe ao real. Para ele, o virtual é um aspecto cognitivo intrínseco ao homem. Quando pensamos ou imaginamos, virtualizamos possibilidades que podem ou não ser concretizadas. Construímos, assim, nosso imaginário e realidade baseados nessa capacidade virtualizante, nessa fagulha elétrica que cintila em nossas cabeças obscuras. Lévy (1996) tentou humanizar o virtual. Esse conceito subvertido pelo tecnológico e sua lógica fria e maquinada. Para ele, o mundo comum é conformado pela virtualização. E é por meio dessa habilidade que compartilhamos nossas realidades. O pensador (ibid.) clamou por uma virtualização inteligente, mais humana, que transmute a atual virtualização desvirtuada e  189  C    o  m u n i      c   o  l      o    g i      a   . R   e v i    s  t   a  C   o m u n i    c  a  ç  ã   o  e E   p i    s  t   e m o l    o  g i    a  d   a  U  n i   v  e r   s i    d   a  d   e  C   a  t   ó  l   i    c  a  d   e B  r   a  s í   l   i    a  desqualicadora  . Ele expôs que “o sofrimento de submeter-se à virtualização sem compreendê-la é uma das principais causas da loucura e da violência de nosso tempo” (p. 147). Na campanha de compreender o virtual e a virtualização do cotidiano, um movimento reverso que tem se tornado comum na contemporaneidade, Lévy (1996) professou uma utopia colorida e vislumbrou possibilidades. Ele falou que agora, em vez de criticarmos esses novos contextos e tecnologias, devemos, antes, apresentar soluções. Destacamos aqui a ideia de inteligência coletiva trazida pelo autor (ibid.), que seria uma tendência, uma prática comum, subjacente aos sistemas cibernéticos e redes sociais. Nossas conexões sociais digitais teceriam uma rede global na qual colocaríamos nossas ideias, nossos saberes e nossos conhecimentos que se amalgamariam em imensos nódulos disformes e poderiam ser requeridos e tomariam formas conforme nossas decisões e práticas coletivas. O pensador (ibid.) elucidou que a internet seria, assim, uma técnica neutra, mas que nos proveria uma capacidade emancipatória singular na medida em que todos pudessem se conectar, acessar o grande acervo de conhecimento mundial e colocar suas produções individuais nessa rede comum, acessível (teoricamente) a todos.Nos sistemas tradicionais de regulação social (leia-se ofine   ), geralmente, os grupos dominantes (constituídos por autoridades, especialistas e adeptos) impõem suas lógicas pretensamente cientícas, reguladas e autenticadas em duas vias e acabam por deslegitimar a  190  C    o  m u n i      c   o  l      o    g i      a   . R   e v i    s  t   a  C   o m u n i    c  a  ç  ã   o  e E   p i    s  t   e m o l    o  g i    a  d   a  U  n i   v  e r   s i    d   a  d   e  C   a  t   ó  l   i    c  a  d   e B  r   a  s í   l   i    a  ótica do outro. É um sistema no qual a democracia muitas vezes falha. Já no ciberespaço, cada um (em tese) pode lançar seus argumentos e deixá-los em aberto para que outros possam sobrepô-los, interseccioná-los ou justapô-los às suas ideias. A participação e a construção do conhecimento constituem, assim, processos mais livres e abertos e convidativos, pois não exigem respostas sincronizadas, permitem espaço e tempo maiores para se ponderar. No ciberespaço, todos passam a ser importantes. A voz e a experiência de muitos são mais  valoradas do que opiniões frias e fechadas de autoridades sisudas. As relações sociais acontecem de forma horizontal e rizomática. Verdades são relativizadas. Num diálogo constante, nessa conversação coletiva local e ao mesmo tempo global, as fronteiras entre o que é ou não legítimo se tornam embaçadas. As instituições seculares, suas autoridades e verdades são amortecidas. No ciberespaço, podemos observar como as novas tendências sociais estão se constituindo. E o agir coletivo, a inteligência coletiva  , pode ser um desses indicativos (Lévy, 1996). Seguindo esse caminho, Jenkins (2009), um pensador entusiasta do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, apontou e articulou fantasticamente muitas ideias e conceitos de Lévy (1996) em práticas e contextos atuais que se concretizaram cerca de mais de dez anos depois dos seus escritos proféticos. Claro que, apesar do empreendimento bem-sucedido de Jenkins (2009), não podemos tomar essas práticas como democratizadas globalmente ainda, visto
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