Páginas de jc 06042017

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8 Jornal do CommercioRecife, 6 de abril de 2017 quinta-feiraJCEconomia ENERGIA LIMPAPARA O PROCELCelpe investe em Noronha PE perde R$ 4,6 milhões ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEMACelpe vai investir R$ 22,3 milhões para implantar um sistema de armazenamento de energia formado por baterias no arquipélago de Fernando de Noronha. As obras devem começar em 90 dias e os recursos fazem parte do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da distribuidora. “Isso vai permitir entender como funciona esse sistema de armazenamento e mostrar se é viável a expansão do mesmo pra toda ilha num sistema isolado como o de Noronha e avaliar o uso dele em outras localidades”, resume o presidente da Celpe, Antônio Carlos Sanches. A viabilidade econômica desse sistema poderá representar menos energia suja no paraíso da natureza que é Fernando de Noronha. Lá 8% da energia consumida são produzidas pelas usinas fotovoltaicas – que utilizam a radiação solar como matéria-prima e foram instaladas pela Celpe no arquipélago com recursos do programa de P&D. Os 92% restantes são gerados a partir da queima do diesel, combustível que tem umVERDE Sistema de acúmulo de energia vai beneficiar arquipélago custo alto pois vai de navio para a ilha. A distribuidora investiu R$ 10 milhões nas duas plantas solares. O sistema de bateria poderá armazenar cerca de 20% do consumo diário de energia de Noronha. O projeto deve ser implantado em 48 meses. Serão testadas dois tipos de bateria, a de íon de lítio,muito usada em equipamentos portáteis como celulares, e a de fluxo de Vanádio. Elas serão fabricadas por duas empresas americana e espanhola. A expectativa da Celpe é de que o sistema esteja funcionando até o fim de 2018, segundo o gerente de P&D da Celpe, Carlos Eduardo Soares.Deixaram de ser empregados R$ 4,68 milhões em programas de eficiência energética em Pernambuco no ano passado devido a Lei federal 13.280 que transferiu uma parte dos recursos arrecadados pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) para o Procel, um programa de eficiência energética feita pela Eletrobras, empresa que pertence ao governo federal. A Celpe tem obrigação de recolher 0,5% da sua Receita Operacional Líquida (ROL) por ano para empregar em programas de eficiência energética no Estado. Esse 0,5% da ROL corresponde a R$ 23,4 milhões. A lei citada acima transferiu cerca de 20% do 0,5% para o Procel, o que significa R$ 4,6 milhões. “Poderíamos estar fazendo mais projetos se esses recursos ficassem aqui. Perdemos 20% dos recursos da eficiência energética para o Procel”, disse ontem a gerente de Eficiência Energética do Grupo Neoenergia, Ana Mascarenhas. O Neonergia é dono de três distribuidoras que atuam no Nordeste: a Celpe, a Coelba, da Bahia, e aValor diz respeito à parte da verba de eficiência energética que a Celpe deveria investir no Estado Cosern, do Rio Grande do Norte. A Celpe deve investir cerca de R$ 30 milhões em eficiência energética este ano no Estado. Uma parte desses recursos são do orçamento de 2016. Os recursos de eficiência energética são importantes porque desenvolvem pesquisas de novos produtos ou serviços feitos em parcerias com as universidades locais. Ou seja, contribuem para aumentar o conhecimento sobre questões ligadas à energia. Essa verba também é usada em programas que resultam no uso mais eficiente da energia, como a troca de gela-deiras para pessoas de baixa renda, implantação de usinas solares, como as que foram implantadas em Fernando de Noronha, entre outras iniciativas (ver matéria ao lado). A concentração dos recursos da eficiência energética no Procel também faz menos recursos serem gastos em eficiência energética porque parte dos recursos destinados ao governo federal pelas distribuidoras foi contingenciado pelo próprio governo federal, segundo especialistas do setor. Eficiência energética foi um dos assuntos discutidos ontem no evento Energia Renovável & Inovações Interconectadas que começou na última terça-feira e vai até hoje no Paço Alfândega, no Bairro do Recife. As palestras ocorrerão a partir das 9h hoje e serão sobre temas ligados à energia renovável como políticas públicas, água, transporte com zero emissões de carbono, entre outros. O evento é uma realização da administração do Estado, via secretaria do Meio Ambiente, em parceria com o governo americano.MINISTÉRIO DOS TRANSPORTESInfraero: decisões serão revistas SÃO PAULO – A decisão da Infraero de fazer licitações de áreas e serviços nos aeroportos recém-leiloados ou que estão nos planos do governo para conceder à iniciativa privada causou mal-estar com o Ministério dos Transportes, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. Preocupado com o programa de concessão e descontente com as decisões da estatal, que não consultou o ministério em relação às licitações, o governo decidiu rever algumas decisões. Segundo fontes do governo, as licitações de áreas comerciaisnos aeroportos concedidos devem ser suspensas e as concessões de terminais de carga serão canceladas. Nessa lista, estão áreas de armazenamento nos aeroportos de Goiânia (GO) e Curitiba (PR). Na terça-feira (4), a Infraero publicou em sua página na internet o adiamento da licitação de uma área para exploração comercial e armazenamento de cargas nacionais e internacionais no Aeroporto de Recife – terminal que está na lista do governo para um futuro leilão de concessão. A postura da Infraero em rela-ção às licitações tem sido questionada na área jurídica do ministério, onde há uma representação contra a empresa, já que o entendimento é de que essa é uma competência da União, e não da estatal.PRAZOSEm relação aos aeroportos concedidos em março – Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) –, as licitações feitas recentemente ou programadas pela Infraero incluem áreas destinadas a escritório de importação e exportaçãode cargas no Aeroporto de Porto Alegre; hangar e locadora de veículos em Florianópolis; e postos de abastecimento de aeronaves em Fortaleza, além de serviços variados, como restaurantes, lojas de roupas e de artesanato. Os prazos de licitações variam conforme o negócio, mas há contratos de 5 anos e 10 anos. Para um integrante do governo, a estatal não deveria fazer esse tipo de licitação neste momento, já que os aeroportos serão transferidos em breve para a iniciativa privada, que pode ter outros planos para áreas e serviços prestados.
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