DANEŠ, František. A entoação sentencial de um ponto de vista funcional.

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  DANEŠ, František. Function of sentence intonation. Word , v. 16, n. 1, p. 34-54, apr. 196. tra!. "a#!e$ar Ferreira Netto 1 A entoa%&o sentencia# !e u$ ponto !e vista funciona# FRANTIŠEK DANEŠ A natureza da entoação e os métodos de sua análise 0.1.  ' estu!o !a entoa%&o sentencia# (estrita$ente fa#an!o, !a entoa%&o !as frases) * u$ !o interesses #in+usticos principais. Enuanto outros traa#/os sore esse te$a era$ principa#$ente !escri%0es fon*ticas, e$ !iferentes instncias, atua#$ente e$pre+a$os u$a aor!a+e$ +enuina$ente #in+ustica, co$ o prop2sito !e estae#ecer u$ siste$a co$p#eto Nesse conteto, * necessrio reso#ver inicia#$ente a#+u$as uest0es re#ativas  naturea !a entoa%&o e !e sua posi%&o entre outros recursos #in+usticos, !e u$ #a!o, e os $*to!os !e estu!o e !e an#ise, !e outro. 0.2.  Nas !escri%0es !e siste$as #in+usticos, a entoa%&o seuencia# (enten!i!a co$u$ente co$o o $ovi$ento tona# no processo !a fa#a) * trata!a !e !uas $aneiras7 !o ponto !e vista fon8$ico e !o ponto !e vista sinttico. ' pri$eiro * feito to$an!o-se a naturea $ateria# !a entoa%&o7 o se+un!o, to$an!o-se a sua fun%&o. A#+uns #in+uistas, co$o A.. :$irnicki;, 1  postu#ara$ u$ !iscip#ina especia# !a +ra$tica cu;o a#vo era a entoa%&o, aproi$an!o-a !a sintae. D. <. =o#in+er, >  entretanto, $ostrou, correta$ente a !iferen%a fun!a$enta# entre entoa%&o e fon8$ica. E$ $eu pr2prio estu!o !a entoa%&o no ?/eco, 3  c/e+uei  conc#us&o !e ue as fun%0es !a entoa%&o t8$ carter soretu!o n&o sinttico, se enten!er$os @sintae@ co$o u$a teoria !a estrutura +ra$atica# !as frases. Entoa%&o * u$ fen$eno sui generis . B u$ !os recursos co$unicativos e#e$entares !a #n+ua, ue for$a u$ siste$a fono#2+ico especia#, usa!o para a or+ania%&o !e frases !iferentes e$ !iferentes #n+uas. 0.3.  B tarefa !a ci8ncia #in+ustica !escrever o siste$a fono#2+ico !os recursos entoacionais e$ to!as as #n+uas e verificar suas fun%0es. 1.0.  ' $ovi$ento tona# na fa#a te$ u$ efeito $u#tivaria!o. A co$p#ei!a!e !a entoa%&o *  pri$eira vista en+anosa e po!e #evar a#+uns pesuisa!ores  conc#us&o !e ue * $uito !ifci#, se n&o i$possve#, !ar-#/e u$a !escri%&o siste$tica e ineuvoca, e !e ue a entoa%&o * apenas parcia#$ente suscetve#  investi+a%&o cientfica. De fato, * i$possve# ana#isar !e u$a s2 ve to!o o co$p#eo entoaciona#C a aor!a+e$ apropria!a para a entoa%&o envo#ve u$ +ran!e n$ero !e sucessivas etapas !e an#ise. 1.11.  A pri$eira coisa necessria * u$a restri%&o !o $ateria#. E$ $uitos casos, n&o se po!e ea$inar u$a #n+ua !e u$a s2 ve e$ to!o o seus aspectos sociais e +eo+rficos. A !escri%&o precisa restrin+ir-se a certas for$a%0es, ta# co$o u$a #n+ua pa!r&o, u$ !ia#eto socia#, etc. 1.12.  A se+un!a necessria * !iferenciar entre tra%os in!ivi!uais aci!entais (ue pertence$   fala ) e tra%os sist8$icos +era#$ente v#i!os e aritrrios (ue pertence$  língua ). :&o esses tra%os aritrrios e socia#$ente efetivos !a entoa%&o ue s&o o o;eto principa# !a pesuisa 1  A. . :$irnicki;, Sintacsis anglijskogo jazyka  (osco, 195G). >  Di+/t <. =o#in+er, @ntonation an Ana#Hsis,@ Wor   I (1949)C cf. ta$*$ J. "einreic/, @Notes on t/e Ki!!is/ Lise-Fa## ntonation ?ontour,@ For Ro!an "ako#son  (M/e a+ue, 1956), p. 633. 3  František Daneš, Intonace a $%ta $e s&isoun' (e)tin%  (Ora+ue, 195G)   > #in+ustica. No caso !a entoa%&o, essa !iferencia%&o * especia#$ente i$portante, porue os usos !a entoa%&o co$o u$ @sina# espontneo@ s&o $uito nu$erosos. 4   1.13.  E$ terceiro #u+ar, * necessrio !iferenciar tra%os ue cu$pre$ fun%0es co$unicativas e tra%os ue t8$ outras fun%0es, especia#$ente as epressivas. es$o ue os e#e$entos epressivos, inc#uin!o os e$ocionais, se;a$ uantitativa$ente pre!o$inantes e este;a$, e$ certo +rau, presentes e$ to!as as frases, os tra%os ue pertence$ aos !ois tipos !e fun%&o precisa$, e po!e$ ser, !iferencia!os por ra0es $eto!o#2+icas. 's tra%os ue !ese$pen/a$ fun%0es co$unicativas s&o os ue representa$ a estrutura fnica sica !a fraseC s&o e#es ue opera$ co$o u$ recurso organizaor  C e, por essa ra&o, e#es t8$ re#evncia particu#ar para a pesuisa #in+ustica. 1.2.  E$ re#a%&o ao !'too  !o estu!o #in+ustico !a entoa%&o sentencia#, po!e-se proce!er (co$o e$ outros ra$os !a #in+ustica) tanto a partir !os recursos !a #n+ua para sua fun%&o (isto *, para a necessi!a!e !e epress&o satisfeita por esse recurso) co$o vice-versa. A$os os proce!i$entos t8$ suas vanta+ens e suas !esvanta+ens, !epen!en!o !e seus o;etivos. Na $in/a opini&o, * conveniente co$inar os !ois $*to!os, porue s&o co$p#e$entares7 u$ pressup0e o outro. 1.21.  Oroce!en!o na pri$eira !ire%&o, !a for$a para a fun%&o, n2s co$para$os contornos entoacionais !e vrias frases e !e suas varia%0es e$ !iferentes contetos e situa%0es, e, por esse proce!i$ento, c/e+a$os a u$ +ran!e n$ero !e pa!r0es entoacionais ue constitue$ u$ siste$a !e oposi%0es fono#2+icas. ' pr2i$o passo * verificar as fun%0es !esses pa!r0es. ?o$paran!o vrias frases ue cont8$ o pa!r&o !a!o, n2s c/e+a$os a tra%os sicos co$uns ue s&o recorrentes nessas frases. Esses tra%os po!e$ ser c/a$a!os !e @!eno$ina!or co$u$@ ou @$i$o !ivisor co$u$@. 1.22.  ' proce!i$ento reverso, !a fun%&o para a for$a, aseia-se na uest&o ue se+ue7 ?o$o o ouvinte recon/ece ue u$a frase ter$inouP De ue $aneira u$a pa#avra * apresenta!a para contrasteP Na usca !as respostas, co$para$os vrias frases !o tipo !a!o e, ent&o, c/e+a$os ao pa!r&o entoaciona# ue te$ a fun%&o !a!a. Esse proce!i$ento pressup0e natura#$ente u$a no%&o i$pressionstica !as $es$as fun%0es possveis !a entoa%&o, co$o u$a an#ise pre#i$inar !a for$a. 1.23.  No estu!o !a entoa%&o, o proce!i$ento ue co$e%a co$ a for$a * o pri$rioC entretanto no processo !a an#ise * freuente$ente vanta;oso co$in-#o co$ o se+un!o proce!i$ento. Na $in/a opini&o * erra!o aor!ar a #n+ua co$o se n&o a con/ec8sse$os. De fato, u$ estu!ante ue ea$ina u$a #n+ua ue e#e con/ece e$, especia#$ente sua #n+ua $aterna, est nu$a situa%&o !iferente !aue#e !e u$ estu!o aca!8$ico !e u$a #n+ua 4  A#+uns investi+a!ores, co$o D. <. =o#in+er ( Wor   I, p. >49), enfatia$ esse aspecto uan!o !ie$ ue a entoa%&o est @incorpora!a nu$a $atri !e rea%0es instintivas@C e#es n&o fae$ ;usti%a  suas fun%0es +enuina$ente #in+usticas, aritrrias ue s&o !e$onstra!as pe#as !iferen%as entre as #n+uas. Desse ponto !e vista, ve;a-se at/esius, @Q teorii vRtn* intonace,@ Slo$o a slo$enost    (193G), pp. 14SFF. T De u$ ponto !e vista +en*tico, f2r$u#as entoacionais po!e$ efetiva$ente ter se !esenvo#vi!o a partir !e sinais instintivosC !a!a a si$i#ari!a!e re#ativa !e esue$as entoacionais e$ $uitas #n+uas. ' +rau !a aritrarie!a!e * proporciona# ao +rau !a inte#ectua#i!a!e !a fun%&o entoaciona#. Oortanto, ao $enos e$ seu uso $enos inte#ectua# , $ais @espontneo@ ou instintivo, a entoa%&o * co$preensve# entre !iversas fronteiras #in+usticas7 e$ #n+uas estran+eiras * $ais fci# recon/ecer e assu$ir certas e$o%0es !o ue !istin+uir u$a per+unta !e u$a afir$a%&o. T O. Mrost e$ seu arti+o @' pro#*$ec/ vRtn* intonace,@ Slo$a a slo$enost    (193G), p. >>6, !istin+uiu tr8s tipos !e uso entoaciona#7 (1) $i$etis$o entoaciona#, no ua# a entoa%&o * si$u#a!a espontnea, natura# e psicofisio#o+ica$enteC (>) f2r$u#as entoacionais, no ua# tais va#ores naturais s&o intenciona#$ente uti#ia!osC (3) oposi%0es entoaciona#, ue entra$ e$ u$ siste$a !e for$a e senti!o pecu#iares  #n+ua, e para os uais os va#ores psicofisio#2+icos !a entoa%&o s&o irre#evantes. T <. =#oo$fie#! !istin+ue entre @pa!r0es entoacionais !istintivos !a fa#a@ e o uso !a entoa%&o @na for$a !e +estos, co$o uan!o fa#a$os aspera$ente, sarcastica$ente, petu#ante$enteU e assi$ por !iante.@ ( *anguage , Ne Kork, 1933, p. 114).   3 co$p#eta$ente estran/a. Entretanto, * possve# antecipar a#+u$as fun%0es #in+usticas $es$o nu$a #n+ua n&o fa$i#iar. :e essas antecipa%0es fore$ usa!as co$o /ip2teses !e traa#/o, su;eitas  verifica%&o, a#tera%&o ou re;ei%&o por investi+a%0es posteriores, a car+a !e aprioris$o ser inv#i!a. Na #iteratura #in+ustica a$ericana recente$ente /ouve refer8ncias ao fato !e ue u$ proce!i$ento $ecnico !e an#ise !e !a!os rutos, especifica!o co$ precis&o, n&o +arante a !escoerta !e teorias cientficas corretas. es$o nas ci8ncias fsicas $ais avan%a!as, as novas !escoertas n&o s&o feitas so$ente por $eio !e proce!i$entos !e !escoerta e$ estae#eci!osC $uitos cientistas usa$ co$o fonte !e inspira%&o teorias e$ suce!i!as e no%0es !e cientistas $ais anti+os e $ais eperientes. 5  's crit*rios !e corre%&o !eve$ ser procura!os e$ outro #u+ar. 1.31.  Vuanto  MB?N?A para se investi+ar a entoa%&o, !ois proce!i$entos fun!a$entais t8$ !e ser ava#ia!os7 o instru$enta# e o au!itivo. Atua#$ente, $uitos #in+uistas e foneticistas, a !espeito !os #ti$os aperfei%oa$entos, vee$ as possii#i!a!es !a investi+a%&o eperi$enta# $ais s2ria e critica$ente !o ue antes, especia#$ente uanto  fa#a f#uente. Enten!e$ ue instru$entos s&o $ais acura!os e sensveis !o ue os ouvi!os /u$anos, $as, ta$*$, ue +rava%0es instru$entais e suas interpreta%0es e$ ter$os !e fsica acstica n&o !&o u$ ua!ro ver!a!eiro !os $eios pe#os uais os ouvintes ouve$ e enten!e$ (ava#ia$) sua pr2pria #n+ua. 's tra%os !a entoa%&o #in+uistica$ente re#evantes con!iciona$-se por tr8s fatores7 (1) fatores !e naturea fsica e fisio#2+ica (a capaci!a!e !e or+anis$os /u$anos apreen!ere$ e !istin+uire$ ru!os), (>) fatores psico#2+icos (conteto7 interfer8ncias entre efeitos !o to$C uanti!a!e, intensi!a!e e ve#oci!a!eC epectativa e surpresaC etc.), e (3) fatores #in+usticos (o con/eci$ento !e u$ siste$a #in+ustico particu#ar, a!uiri!o na infncia, !eter$ina a re#evncia fono#2+ica !e vrios tra%os fnicos). :o$ente o pri$eiro fator est pronto para a investi+a%&o instru$enta#. Entretanto, os instru$entos ue te$os para investi+ar to$ e acento na fa#a f#uente s&o re#ativa$ente i$perfeitos, e a investi+a%&o, sen!o pesa!a e co$p#ea, po!e corir so$ente u$a parce#a #i$ita!a !os !a!os. ?onsi!eran!o-se a re#ativa escasse !e +rava%0es, o peri+o !e aci!entes nas investi+a%0es instru$entais * consi!erave#$ente $aior !o ue na au!itiva, ue se$pre te$ !a!os uase i#i$ita!os  sua !isposi%&o. A +rava%&o instru$enta# $ais co$p#eta torna-se ti# para a #in+ustica so$ente !epois !a an#ise e !a ava#ia%&o a partir !o ponto !e vista !a fun%&o e !a si+nificncia !e vrios co$ponentes e$ ter$os !o siste$a !a #n+ua. A +rava%&o instru$enta# n&o per$ite, por si s2, verificar a si+nificncia e a fun%&o !e vrias on!as, for$antes, etc. T ue precisa$, pri$eiro, ser !escoertos, $es$o se fore$ apenas u$ eso%o, por u$a an#ise au!itiva !a #n+ua fa#a!a. 6   5  ?f. N. ?/o$skH, Syntactic Structures  (M/e a+ue, 195G), W6.1, e a resen/a !esse #ivro por Loert =. <ees, in *anguage  XXX (195G), 3G5-4S7 @'s cnones #in+usticos a$ericanos s&o particu#ar$ente caracteria!os por essa confus&o !e t*cnicas !e ca$po e !e #aorat2rio para a co#eta e a c#assifica%&o !os !a!os por u$ #a!o e o $o!e#os !e constru%&o ou !e escrita !a +ra$tica por outro@ (pp. 3G9f)C 6  ?fr. Q. <. Oike, T+e Intonation of A!erican Englis+  (Ann Aror, 1945), p. 14 @U u$a an#ise instru$enta# para prop2sitos #in+usticos precisa ser prece!i!a por u$a an#ise !e contraste !a entoa%&o ue, por seu turno, !e$an!a u$a aten%&o cui!a!osa !as caractersticas ue porta$ ou #eva$ os si+nifica!os.@ T in/a pr2pria vis&o foi favorave#$ente cita!a por O. <. Yarvin e . at/iot e$ seu arti+o, @Fuse! Jnits in Oroso!ic Ana#Hsis,@ Wor   XI (195S), p. 1G9f., fn. 5. ?f. ta$*$ o co$entrio an#o+o feito por Loert <ees, a respeito !o uso !e $*to!os estatsticos na #in+ustica ( *anguage  XXX Z195G[, pp. 3G9f.)7 @*to!os estatsticos s&o, !e certa $aneira, $ecnicosU $as, apesar !e $uito $ateria# po!er ser faci#$ente resu$i!o, e#e n&o po!e ser ep#ica!o !esse ;eito. Lecentes su+est0es !e ue a se+$enta%&o fon8$ica ou $orf8$ica se;a $ecanicia!a por u$a t*cnica estatstica s&o $e#/or interpreta!as co$o recurso para +erar /ip2teses sore fronteiras #in+ustica ue po!e$, ent&o, ser va#i!a!os +ra$atica#$ente.   4 1.32.  A an#ise au!itiva precisa ser refina!a, soretu!o pe#o uso !e vrios proce!i$entos eperi$entais. N&o * possve# se contentar co$ au!i%&o casua# u$a frase ne$ apenas co$ o uso pessoa#C co$o a pr2i$a etapa, a#+uns tipos !e frases precisa$ ser procura!os !e#iera!a$ente, !e acor!o co$ u$ p#ano pr*-estae#eci!o. 's proce!i$entos $ais i$portantes s&o7 (a) repeti%&o !a $es$a frase pe#a $es$a pessoa e por !iferentes pessoas, u$a ve ue a co$para%&o !e vrias rea#ia%0es !e u$a $es$a frase e#i$ina $uito !os tra%os casuais e i!iossincrticosC () o$iss&o, sustitui%&o e transfor$a%&o T proce!i$entos ue s&o teis e$ outras reas !a pesuisa #in+ustica, e ue nos per$ite$ atin+ir tra%os fono#2+icos re#evantes e verificar as re#a%0es entre pa!r0es entoacionais. Yrava%0es e$ fita, ue torna$ possve# a repeti%&o e outros tipos !e $anipu#a%0es, ta$*$ t8$ u$ pape# i$portante. Sistemas de contornos entoacionais 2.0.  As uni!a!es fono#2+icas !a entoa%&o sentencia# s&o os contornos entoacionais ue constitue$ u$ siste$a !e oposi%0es. sso n&o uer !ier, entretanto, ue a naturea !as uni!a!es entoacionais * i+ua# a !os fone$as. G  A estrutura interna !as uni!a!es entoacionais e a posi%&o !a entoa%&o na #n+ua !ifere$ sustancia#$ente e$ re#a%&o s !os fone$as. ?ontornos entoacionais e fone$as s&o fen$enos !e or!e$ !iferente, $es$o ue a$os perten%a$ ao p#ano fnico !a #n+ua. :e to$ar$os a fono#o+ia co$o u$a !iscip#ina funciona# ue #i!a co$ e#e$entos fnicos !a fa#a (e n&o, no senti!o estreito, co$o u$a teoria so$ente !e fone$as T @fon8$ica@), fica c#aro ue os princpios $eto!o#2+icos sicos !a fono#o+ia ta$*$ po!e$ ser ap#ica!os  entoa%&o sentencia#. S   2.1.  ?ontornos entoacionais s&o for$a%0es !e to$ e intensi!a!e (pa!r0es) ue opera$ co$o u$ to!o. As $u!an%as !e to$ e$ uaisuer contornos passa$ por u$ +ran!e n$eros !e pontos constitutivos e !istintivos, ue s&o fios e$ vrios nveis tonais re#ativos. J$ !esses pontos * o acento (ue coinci!e co$ a s#aa acentua!a !e u$a uni!a!e acentua#) e ue se constitui co$o o centro  !o contorno. Assi$, o contorno T co$o u$ pa!r&o astrato T !eter$ina-se (1) pe#o n$ero !e seus pontos !istintivos, (>) pe#os seus nveis tonais respectivos (3) por sua sucess&o (confi+ura%&o). A controv*rsia @nveis vs. confi+ura%0es@ 9  po!e ser reso#vi!a #i!an!o-se co$ configura,-es e ní$eis . Nu$a frase concreta o $ovi$ento tona# se !istriui aci$a !as s#aasC $as se rea#ia por e#as. 1  's pa!r0es entoacionais s&o coor!ena!os co$ sua ase @se+$enta#@ pe#a coinci!8ncia !o centro !o pa!r&o co$ a s#aa acentua!a !e u$a uni!a!e acentua#. (A esco#/a !e u$a uni!a!e acentua# * !eter$ina!a por re+ras funcionais, ep#ica!as aaio.)  tr8s re#a%0es possveis !e pa!r&o acentua# para u$a ase se+$enta#7 (a) @i!ea#$ente@, o n$ero !e pontos !istintivos !o contorno e o n$ero !e s#aas s&o o $es$o e o contorno te$ sua for$a co$p#etaC () os pontos !istintivos s&o $ais nu$erosos !o ue as s#aas (no caso etre$o / so$ente u$a s#aa) e o contorno te$ u$a for$a contrataC (c) o n$ero !e pontos !istintivos * $enor !o ue o n$ero !e s#aas, e o contorno te$ u$a for$a esten!i!aC os nveis tonais !a s#aas @surp#us@ Z\ece!entes\[ s&o, ent&o, irre#evantes, $es$o ue e#es este;a$ su;eitos a a#+u$a nor$a. 11   G  ?f. D. <. =o#in+er, o&. cit. , pp. >4Sff. S  ?f. a epress&o !e Qarcevski @a fono#o+ia !a frase,@, e.+. in Tra$au/ u 0ercle *inguisti1ue e 2rague  4 (1931), p. 1SS f. 9  ?f. D. <. =o#in+er, @ntonation7 <eve#s or ?onfi+urationsP@ Wor   I (1951), p. 199->1 1  A entoa%&o po!e eistir so$ente na suestrutura !o $ateria# @se+$enta#@. Apenas e$ casos anor$ais, @pato#2+icos@, po!e ser $ur$ura!a se$ pa#avras7 $as isso * u$ uso secun!rio, !eriva!o !e casos nor$ais e $anti!o por e#es. 11  :o$os tenta!os a !ier ue os contornos esten!e$-se e contrae$-se co$o u$a sanfona !e acor!o co$ a sua ase !e se+$enta#.   5 2.2.  ' con;unto !e pa!r0es entoacionais funcionais constitue u$ siste$a e sua estrutura fono#2+ica * !eter$ina!a por suas re#a%0es $tuas. sso * an#o+o  $aneira pe#a ua# os tra%os !istintivos !o fone$a s&o !eter$ina!os pe#o siste$a fon8$ico co$o u$ to!o, pe#a re#a%&o !e u$ fone$a no ue !i respeito aos !e$ais. E$ outras pa#avras, a estrutura fono#2+ica !e u$ contorno n&o * u$ fato aso#uto, e#a * re#ativa a sua posi%&o no siste$a !e contornos ue pro!ue$ oposi%0es tonais !istintivas. 's nveis tonais n&o eiste$ fora !o contorno e seu n$ero po!e ser estae#eci!o so$ente pe#a an#ise !o siste$a entoaciona# co$p#eto, e n&o para ca!a contorno separa!a$ente. Oara i#ustrar7 u$ !a!o contorno asea!o no esue$a Fi+. 1 po!e ser interpreta!o e$ ter$os !e tr8s nveis tonaisC $as se #evar$os e$ conta outro contorno ue perten%a ao $es$o siste$a, asea!o no esue$a Fi+. > , e ue se;a porta!or !e outra fun%&o, precisare$os interpretar a$os os contornos e$ ter$os !e uatro nveis7 o pri$eiro co$o ]4T1T>, o se+un!o co$o ]4T1T3. ' nve# !o ponto ter$ina# * o tra%o !istintivo !os !ois contornos no siste$a !e#inea!o. (Oara u$ confronto si$i#ar, a !istin%&o !os outros nveis, 1 e 4, precisaria ser estae#eci!a.) De u$ ponto !e vista fono#2+ico, o siste$a !e nveis tonais n&o est su;eito a u$a freu8ncia fsica concreta (aso#uta)C os interva#os entre os nveis particu#ares, e$ co$o a #oca#ia%&o tota# !os pa!r0es na esca#a voca# s&o variveis. A $a+nitu!e fsica concreta !essas uanti!a!es variveis !epen!e !e outros fatores ue n&o afeta$ a estrutura !o contorno. J$ !a!o esue$a entoaciona# per$anece co$ sua i!enti!a!e $es$o se u$a ve e#e for pronuncia!o e$ u$a vo +rave (por ee$p#o, @entre par8nteses@) e outra ve e$ u$a vo a+u!aC ou u$a ve co$ #on+os interva#os (por ee$p#o no caso !e u$a e$o%&o forte) e outra ve co$ interva#os reves. 2.3.  As fun%0es $u#tivaria!as !o to$, #in+usticas e etra#in+usticas, po!e$ ser ana#isa!as !o ponto !e vista !as se+uintes ca$a!as7 (1) o to$ co$o u$a co$ponente !e u$ @co$p#eo acentua#@C (>) o to$ e$ u$ siste$a uasifon8$ico !e contornos entoacionais (ue funcione co$unicativa$ente ou n&o)C (3) o nve# tona# +en*rico !e u$a uni!a!e rt$ica (se%&o !e frase) co$o u$ to!o e$ re#a%&o s uni!a!es rt$icas viin/as (por ee$p#o, o to$ aio !e u$a frase parent*tica)C (4) a ten!8ncia +era# !o to$ na frase inteira, ou e$ sua $aior parte (co$pon!o u$a uni!a!e rt$ica co$ !ois ou $ais centros entoacionais)C (5) o nve# tona# +en*rico !a frase co$o u$ to!o (e$ re#a%&o  esca#a voca# !o fa#ante). A rea#ia%&o !e e#e$entos ue perten%a$ a certa ca$a!a !epen!e !a rea#ia%&o !os e#e$entos !e to!as as ca$a!as ue se encontra$ $ais aci$a. 2.4.  Vua#uer rea#ia%&o efetiva !e u$ contorno, isto *, ua#uer pa!r&o entoaciona# concreto, consiste !e u$ +ran!e n$ero !e e#e$entos e !e tra%os fnicos. as no siste$a #in+ustico astrato ne$ to!os !esses tra%os precisa$ necessaria$ente ser e$pre+a!os7 a#+uns tra%os s&o tra%os pura$ente in!ivi!uais, a#+uns, T co$o a !ura%&o !o contorno T !epen!e$ !a !ura%&o si#ica !a ase se+$enta#, etc. :e e#es s3o  e$pre+a!os, os e#e$entos fnicos e os tra%os !ifere$ no +rau e na $aneira !e seu uso !e acor!o co$ os !iversos !o$nios !as fun%0es #in+usticas fun!a$entais. Assi$, o pa!r&o entoaciona# co#oca!o no fina# !e u$a frase !o ?/eco !o tipo Ty ta! &4je)5  \sai !aui^\, ue epressa u$ co$an!o nervoso trans$iti!o pe#o $o!o in!icativo, sina#ia (1) a co$p#ei%&o !a frase, (>) a $o!a#i!a!e, isto *, inten%&o, e (3) a e$o%&o re#evante. ' ouvinte, ;u#+an!o a partir !a presen%a ou !a aus8ncia !e tra%os entoacionais uasifon8$icos particu#ares (e !an!o conta !a estrutura +ra$atica# !a frase, !e seu conte!o se$ntico e !e seu conteto), !eco!ifica o senti!o co$p#eo !esse esue$a entoaciona#. 2.41.  J$ ee$p#o $ais co$p#eto * o se+uinte. ' pa!r&o entoaciona# !o ?/eco Estan!artia!o ue $arca o fina# !a frase !iferente !e u$a per+unta co$ pa#avra interro+ativa (e$ $in/a ter$ino#o+ia, o @contorno fina# n&o especia#@) aseia-se e$ u$ nico tra%o fono#2+ico, isto *, a ue!a !o to$ sore a(s) s#aa(s) ue se+ue($) a s#aa acentua!a
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