A arte do intercãmbio de conhecimentos : um guia de planejamento concentrado em resultados para profissionais de desenvolvimento

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Knowledge exchange, or peer-to-peer learning, is a powerful way to share, replicate, and scale up what works in development. Development practitioners want to learn from the practical experience of others who have gone through, or are going through, similar problems. This guide emphasizes empowering local agents through experiential learning with peers from their own and other countries, by following a strategic, results-oriented approach to learning based on the World Bank institute's capacity development and results framework. Knowledge exchange can be used as part of a change process to powerful effect. But like any good capacity building approach, it should be anchored in the broader development context and your clients' needs should drive the agenda. The development goal focuses on the major objective your clients hope to achieve. It derives from a long-term regional, national, or local development strategy. The knowledge exchange initiative should bring your clients closer to realizing this goal, by targeting the institutional constraints preventing its achievement. The development goal therefore guides the design of your knowledge exchange. An effective development goal is locally owned and provides clear economic and social value to targeted beneficiaries. It's important to recognize that a knowledge exchange initiative will not result in the development goal, but should contribute to it. In some instances, knowledge exchange can be used to build group consensus on a development goal itself.

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74263 Instituto do Banco Mundial A ARTE DO INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTOS Um Guia de Planejamento Concentrado em Resultados para Profissionais de Desenvolvimento Banco Mundial VOCÊ QUER… Conectar clientes a novas informações e oportunidades em outros países e regiões? Incentivar a inovação e a troca de experiências práticas? Inspirar a colaboração entre os países? Ajudar os profissionais de desenvolvimento a obter resultados em seu intercâmbio de conhecimentos? Facilitar novos métodos de capacitação? Ser um recurso para outras pessoas que queiram ter uma atuação diferente no desenvolvimento? O GUIA DE PLANEJAMENTO – CONTEÚDO A concepção e implementação de iniciativas de intercâmbio de conhecimentos podem ser uma tarefa de grande escala. Este guia elimina as conjecturas do processo, dividindo-o em etapas simples e oferecendo ferramentas para ajudá-lo a desempenhar um papel mais eficaz como conector de conhecimentos e facilitador de aprendizagem. O GUIA O AJUDARÁ A: »» Identificar e avaliar as necessidades de capacitação »» Conceber e desenvolver uma iniciativa adequada de intercâmbio de conhecimentos que atenda a essas necessidades »» Implementar a iniciativa de intercâmbio de conhecimentos »» Medir e comunicar os resultados Autores: Shobha Kumar e Aaron Leonard, WBI Knowledge Exchange Diretor de Criação: Vladimir Herrera (consultor independente) Editor: Dan Kulpinski (consultor independente) Para esclarecer qualquer dúvida, entre em contato com: Shobha Kumar: Skumar1@worldbank.org ou Aaron Leonard: Aleonard@worldbank.org SUMÁRIO INTRODUÇÃO Tem leite? Como a Tanzânia aprendeu com a ‘Revolução branca’ da Índia............ 0 O intercâmbio de conhecimentos pode produzir resultados................................... I Figura 1. Cinco etapas para um intercâmbio de conhecimentos bem-sucedido.... II ETAPA 1. ANCORAR O INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTOS ..... 1 1.1. Identificar o objetivo de desenvolvimento (e como alcançá-lo) ............................. 2 1.2. Identificar a(s) deficiência(s) de capacidade institucional ....................................... 2 Tabela 1. Deficiências e características da capacidade institucional ....................... 3 1.3. Considerar o(s) objetivo(s) de capacitação .............................................................. 5 ETAPA 2. DEFiNir o intercâmbio de conhecimentos...... 7 2.1. Identificar os perfis dos participantes ideais ............................................................ 8 Tabela 2. Selecionar os participantes ......................................................................... 9 2.2. Considerar os resultados de capacitação desejados .............................................. 10 Tabela 3. Resultados de capacitação e tipos de mudança ....................................... 11 Tabela 4. Identificar os tipos de mudança desejados ............................................... 12 2.3. Identificar os provedores de conhecimentos mais adequados .............................. 13 ETAPA 3. CONCEBER E DESENVOLVER O INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTOS ...................................17 Figura 2. Conceber e desenvolver a iniciativa de intercâmbio de conhecimentos................................................................................................. 18 3.1. Selecionar os participantes......................................................................................... 19 3.2. Definir o objetivo e os resultados de capacitação de comum acordo................... 20 3.3. Estruturar a iniciativa de intercâmbio de conhecimentos........................................ 21 Figura 3. Estruturar a iniciativa de intercâmbio de conhecimentos.................. 21 A. Considerar as restrições operacionais.................................................................. 23 Tabela 5. Instrumentos de intercâmbio de conhecimentos – Síntese............... 24 B. Selecionar o(s) instrumento(s) de intercâmbio de conhecimentos ................... 25 1. Comunidade de prática ................................................................................... 26 2. Congressos e fóruns.......................................................................................... 28 3. Diálogos ............................................................................................................ 30 4. Visitas de peritos ............................................................................................... 32 5. Consultas a homólogos ................................................................................... 34 6. Visitas de estudo ............................................................................................... 36 7. Emparelhamentos ............................................................................................. 38 Tabela 6. Atividades de intercâmbio de conhecimentos – Síntese................... 40 C. Selecionar e sequenciar as atividades.................................................................. 42 1. Planejamento de ações..................................................................................... 44 2. Discussão de ideias........................................................................................... 46 3. Demonstração.................................................................................................... 48 4. Discussões eletrônicas...................................................................................... 50 5. Discussões em grupo........................................................................................ 52 6. Painel de peritos................................................................................................ 54 7. Apresentações................................................................................................... 56 8. Dramatização..................................................................................................... 58 9. Simulação .......................................................................................................... 60 10. Levantamento.................................................................................................. 62 Figura 4. Exemplo de como sequenciar uma visita de estudo.......................... 64 D. Conceber as atividades......................................................................................... 65 E. Modos de transmissão de atividades................................................................... 66 3.4. Planejar a medição de resultados ............................................................................. 67 Tabela 7. Exemplos de indicadores dos resultados de capacitação................. 68 Tabela 8. Os fundamentos da medição de resultados....................................... 69 Etapa 4. IMPLEMENTAR O INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTOS.................................................................71 etapa 5. COMUNICAR OS RESULTADOS ...................................73 ESTUDOS DE CASO Bolívia: Brasil, Indonésia e México convergem para ajudar a Bolívia a combater a pobreza extrema...............................................................74 Haiti: O Haiti aprende a lidar com a devastação........................................................................76 Camboja: Uma lição aprendida com a China: não colocar todas as roupas em uma cesta só......78 o Banco Mundial e o conhecimento...............................81 ESTUDO DE CASO ILUSTRATIVO TEM LEITE? COMO A TANZÂNIA APRENDEU COM A ‘REVOLUÇÃO BRANCA’ DA ÍNDIA EXEMPLOS DA HISTÓRIA Não obstante a queda constante da taxa de mortalidade infantil da TANZANIANA SÃO Tanzânia nas últimas décadas, esta continua 77% acima da média mundial, UTILIZADOS EM TODA ESTA no patamar de 108 mortes por 1.000 crianças. Para resolver esse problema, CAIXA DE FERRAMENTAS o governo tanzaniano procurou melhorar a nutrição e as rendas nas zonas rurais, reestruturando o setor agrícola, sobretudo o leiteiro, que enfrentava PARA DEMONSTRAR A muitas dificuldades. ELABORAÇÃO DE CADA ETAPA DA CONCEPÇÃO A Tanzânia queria seguir o melhor modelo e aprender como a Índia realizou DE SEU INTERCÂMBIO sua famosa “revolução branca”, quando quintuplicou a produção de leite, DE CONHECIMENTOS. tornando-se o maior produtor de leite do mundo. EMBORA SE BASEIE EM No ano passado, com o objetivo de melhorar o desempenho do setor leiteiro UM CASO CONCRETO, A da Tanzânia, o Banco Mundial financiou um intercâmbio de conhecimentos HISTÓRIA TANZANIANA entre os dois países, promovendo políticas favoráveis, incentivos e cadeias APRESENTADA AQUI FOI eficientes de suprimento de leite, além de aumentar a eficiência operacional MODIFICADA PARA FINS do Conselho de Desenvolvimento do Setor Leiteiro Nacional (NDDB, na sigla em inglês) e do Ministério da Agricultura (MINAG). DIDÁTICOS E NÃO DEVE SER CONSIDERADA FACTUAL. A iniciativa teve um grande sucesso, envolvendo vários instrumentos PARA OBTER MAIS e atividades de intercâmbio de conhecimentos. Um grupo de trabalho da INFORMAÇÕES SOBRE O Tanzânia e Índia reuniu-se em uma série de videoconferências para planejar INTERCÂMBIO EM SI, VISITE o intercâmbio, que se ancorou em uma visita de 10 dias de seis peritos do Conselho de Desenvolvimento do Setor Leiteiro Nacional da Índia e da HTTP://WBI.WORLDBANK. Federação Gujarat à Tanzânia. Em seguida, uma pequena delegação de ORG/SSKE 14 autoridades tanzanianas, escolhidos entre MINAG, NDDB, produtores, processadores e distribuidores de leite, fez uma visita de estudo à Índia para observar em primeira mão como a Índia transformou seu setor leiteiro. Os participantes do intercâmbio realizaram uma videoconferência de seguimento e elaboraram um panfleto e vídeos resumindo as lições aprendidas. Resultados de destaque: ã Mais conhecimentos e aptidões ã Maior consenso e trabalho em equipe ã Novos conhecimentos de implementação Utilizando-se dos novos discernimentos, as autoridades tanzanianas do setor leiteiro não apenas formularam políticas baseadas no modelo indiano, mas também implantaram reformas bem-sucedidas no setor leiteiro e criaram um consenso entre os grupos interessados em torno de um plano para reformas futuras. O NDDB adotou a estratégia de resultados rápidos aprendida com a Índia para ampliar as reformas para todo o país. Mesmo que a produção de leite da Tanzânia não seja quintuplicada no futuro imediato, o país já começou a renovar e melhorar o setor agrícola. A melhoria da nutrição e das rendas nas zonas rurais não deve tardar. I Introdução O INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTOS PODE PRODUZIR RESULTADOS O intercâmbio de conhecimentos, ou aprendizagem entre homólogos, é uma forma importante de partilhar, reproduzir e ampliar o que funciona no desenvolvimento. Os profissionais de desenvolvimento querem aprender com a experiência prática de outros profissionais que tenham enfrentado ou estejam enfrentando problemas similares. Eles querem estar conectados entre si e ter acesso imediato a conhecimentos e soluções. Este guia dá ênfase à capacitação de agentes locais por meio da aprendizagem empírica com homólogos de seus próprios países e de outros países, seguindo uma abordagem estratégica e concentrada em resultados para uma aprendizagem baseada no Quadro de Capacitação e Resultados do Instituto do Banco Mundial. ESSA ABORDAGEM O AJUDA A: »» Considerar o intercâmbio de conhecimentos em um contexto programático e de desenvolvimento mais amplo »» Assegurar que sua iniciativa seja apropriada pelas partes interessadas e direcionada pela demanda »» Identificar as deficiências de capacitação que impedem a consecução de um objetivo específico de desenvolvimento »» Refletir sobre os processos de mudança necessários para alcançar um objetivo de desenvolvimento »» Identificar indivíduos ou grupos que possam desempenhar papeis efetivos na consecução dessas mudanças »» Escolher a combinação certa de instrumentos e atividades de intercâmbio de conhecimentos necessários para ajudar seus participantes a aprender, crescer e empreender ações »» Medir os resultados de sua iniciativa de intercâmbio de conhecimentos II Introdução Figura 1. Cinco etapas para um intercâmbio de conhecimentos bem-sucedido Ancorar INTERC Â nir M Defi BIO Resultados DE C OS NH T O E CI M E N e d Co es nce t ar en be m en vo r l e lve p r Im III Introdução Etapa Ancorar - Identificar o objetivo de desenvolvimento (e como será alcançado) - Identificar a(s) deficiência(s) de capacidade institucional - Considerar o(s) objetivo(s) de capacitação Etapa Definir - Identificar os perfis dos participantes ideais - Considerar os resultados de capacitação desejados - Identificar os provedores de conhecimentos mais adequados Etapa Conceber e desenvolver - Selecionar os participantes - Definir o objetivo e os resultados de capacitação de comum acordo - Estruturar a iniciativa de intercâmbio de conhecimentos (considerar as restrições operacionais, selecionar o(s) instrumento(s) de intercâmbio de conhecimentos e selecionar, sequenciar e conceber as atividades) - Planejar a medição de resultados Etapa Implementar Etapa Comunicar os resultados 1 Etapa Etapa Ancorar o intercâmbio de conhecimentos ANCORAR O INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTOS O intercâmbio de conhecimentos pode ser utilizado como parte de um processo de mudança com resultados de grande repercussão. Mas, como qualquer boa abordagem de capacitação, deve estar ancorado no contexto mais amplo do desenvolvimento, e as necessidades de seus clientes devem direcionar as ações. Antes de se comprometer com uma iniciativa de intercâmbio de conhecimentos em grande escala, faça as seguintes perguntas: »» Qual é o objetivo de desenvolvimento e como a iniciativa contribuirá para sua consecução? »» Quais são as principais restrições que impedem seus clientes de alcançar o objetivo? »» O que mudará como resultado desse intercâmbio de conhecimentos? Como ocorrerá a mudança? 2 Etapa Ancorar o intercâmbio de conhecimentos 1.1. IDENTIFICAR O OBJETIVO DE DESENVOLVIMENTO (E COMO ALCANÇÁ-LO) O objetivo de desenvolvimento concentra-se na meta principal que seus clientes esperam alcançar como parte de uma estratégia de desenvolvimento regional, nacional ou local de longo prazo. A iniciativa de intercâmbio de conhecimentos deve aproximar seus clientes da realização do objetivo, voltando-se às restrições institucionais que impedem sua consecução. Portanto, o objetivo de desenvolvimento orienta a concepção de seu intercâmbio de conhecimentos. Um objetivo de desenvolvimento efetivo tem apropriação local e oferece um valor econômico e social claro para os beneficiários alvo. É importante reconhecer que a iniciativa de intercâmbio de conhecimentos não resultará no objetivo de desenvolvimento, mas deve contribuir para sua consecução. Em alguns casos, o intercâmbio de conhecimentos pode ser utilizado para criar um consenso no grupo em torno do próprio objetivo de desenvolvimento. Objetivo de desenvolvimento da Tanzânia O objetivo de desenvolvimento na Tanzânia era melhorar a nutrição e a renda nas zonas rurais do país e aumentar o crescimento econômico com a reestruturação EXEMPLO DA TANZÂNIA do setor agrícola. 1.2. IDENTIFICAR A(S) DEFICIÊNCIA(S) DE CAPACIDADE INSTITUCIONAL Três fatores principais frequentemente bloqueiam o alcance do objetivo de desenvolvimento. 1. Baixo nível de apropriação pelas partes interessadas 2. Instrumentos de política ineficientes 3. Mecanismos organizacionais ineficazes É útil dividir as deficiências de capacidade institucional em grupos de características. (Veja a Tabela 1). Trabalhe com seus clientes e outras partes interessadas para identificar as mais importantes deficiências de capacitação, o que o ajudará a conceber uma iniciativa de intercâmbio de conhecimentos que produza resultados significativos.
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