REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO FINAL EM UM CURSO A DISTÂNCIA.pdf

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O crescente uso das tecnologias de informação e de comunicação tem delineado uma grande transformação nos processos de ensino-aprendizagem e está causando uma mudança significativa nas comunidades de aprendizagem em todo o mundo. Com a ascensão de

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   1 Reflexão Sobre O Processo De Avaliação Final Em Um Curso A Distância RESUMO O crescente uso das tecnologias de informação e de comunicação tem delineado uma grande transformação nos processos de ensino-aprendizagem e está causando uma mudança significativa nas comunidades de aprendizagem em todo o mundo. Com a ascensão de universidades virtuais, associadas a novos e criativos métodos de ensino dentro e fora do campus, profissionais do ensino superior depararam-se com uma série de novas oportunidades que estão sendo disponibilizadas no ensino superior. Fatores como a infra-estrutura do curso no âmbito pedagógico, desenho do curso, apresentação, formas de interação e ambiente de aprendizagem, associados à qualidade do material didático constituem a chave do sucesso num curso a distância. A estrutura do curso deve incentivar o aluno a estudar e pesquisar de modo independente fortalecendo o aprendizado colaborativo, dinamizando a comunicação e a troca de informação entre os alunos, consolidando a aprendizagem através de atividades individuais ou em grupo. Neste artigo estaremos analisando a avaliação dos alunos e a percepção destes, em relação à melhoria contínua no processo de ensino e aprendizagem aplicado num curso a distância, utilizados por uma Instituição de Ensino Superior (IES), especificamente no curso recente de aperfeiçoamento a distância, considerando as formas de interação entre alunos e professores, o suporte aos alunos, ensino, e a participação do aluno no curso. Palavras-chave: educação a distância; avaliação de curso; processo de ensino e aprendizagem. INTRODUÇÃO O ambiente digital, baseado na aplicação intensa e ampla de tecnologia de informação e comunicação, está afetando o processo educacional em várias   2 e profundas dimensões. Este efeito pode ser estudado com base nos seguintes fatos: a educação não é algo que acontece somente na juventude; o conhecimento tende a tornar-se obsoleto exigindo um ambiente que permita o aprendizado contínuo; a educação e o entretenimento estão convergindo para um mesmo ambiente; a entrega de instruções educacionais está sendo alterada para um meio eletrônico e mais informal; e os acessos eletrônicos a bases de conhecimento estão sendo viabilizados de forma fácil, barata e livre (KALAKOTA e WHINSTON, 1996). Mas como utilizar estas novas tecnologias de forma mais proveitosa e educativa possível? D e acordo com Chinaglia (2002), “para que estas tecnologias possam ser utilizadas para atingir objetivos pedagógicos, é necessária uma estratégia de ensino-aprendizagem claramente definida, assim como a existência de alguns elementos estruturais básicos com o qual professores e alunos possam contar”.  Segundo CRUZ e MORAES, (2002), o desenvolvimento de espaços flexíveis de ensino-aprendizagem, nos quais possam ser utilizados os recursos e mídias disponíveis sem necessidade de grandes investimentos é o grande desafio para as IES e empresas que vêm trabalhando em parceria para um melhor aproveitamento das possibilidades oferecidas pela EAD. O fator chave em EAD é o foco direcionado para as necessidades dos aprendizes e para a definição de conteúdos que atendam a essas necessidades (PUC-RJ, 2002). Isto deve ocorrer previamente à seleção do sistema de distribuição. Segundo a Universidade de Ohio, na publicação "Distance Education at a Glance", essa abordagem resultará em um "mix" ideal de mídias, cada uma a serviço de uma finalidade específica. Usando uma abordagem integrada, a tarefa do educador e da instituição é selecionar com cuidado as opções tecnológicas disponíveis. O objetivo é estabelecer uma mistura de mídias educacionais que atendam às necessidades dos aprendizes de maneira eficaz e economicamente prudente. Este trabalho tem por objetivo analisar a avaliação dos alunos e a percepção destes, em relação à melhoria contínua no processo de ensino e aprendizagem aplicado num curso a distância, utilizados por uma Instituição de Ensino Superior (IES), especificamente no curso recente de aperfeiçoamento a   3 distância, considerando as formas de interação entre alunos e professores, o suporte aos alunos, ensino, e a participação do aluno no curso. ABORDAGENS E MODELOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Como em todos os tipos de educação, os vários modelos de educação a distância são construídos ao redor dos componentes centrais do processo instrutivo: apresentação de conteúdo; interação e formas de acesso com a IES, com os demais alunos, e com os recursos; aplicação prática; e avaliação. Cada modelo de Educação a Distância (EAD) utiliza e combina tecnologias de várias maneiras para atender alguns ou todos estes componentes. Os vários modelos de educação a distância não só diferem nos tipos de tecnologias que são usadas, mas também a forma de controle do aprendizado e o local de instrução. Em alguns modelos, os professores e a instituição têm um controle primário, como é o caso em um ambiente de sala de aula tradicional. Em outros, o controle é “deixado” com o estudante.  A EAD pode ainda ser dividida em duas categorias: Educação a Distância baseada em grupo e Educação a Distância individual. Neste contexto, Educação a Distância baseada em grupo indica integração entre o professor e os alunos, que estão em diversas localidades geográficas, através da transmissão da informação simultânea do áudio, do vídeo ou do satélite, a uma rede de salas de aula remotas (Keegan, 2000; Moore e Kearley, 1996). A Educação a Distância individual tem como de materiais do curso uma de suas características principais, a preparação científica dos materiais para os alunos estudarem individualmente, e um projeto de sistemas de apoio ao aluno para que os estudantes possam estudar individualmente a distância. A Educação a Distância baseada em grupo e Educação a Distância individual diferem principalmente no que diz respeito aos meios de comunicação usados entre a IES e os estudantes, como mostrado no quadro 1, abaixo. Quadro 1: Meios de Comunicação utilizados na Educação a Distância Modo de provisão A Educação a Distância baseada em grupo   Educação a distância individual   Modo de comunicação Síncrono Assíncrono   4 Material de aprendizagem Impresso, CD-ROM e tutoriais Impresso, CD-ROM, televisão, áudio e vídeo Fonte: baseado em Keegan (2000) A comunicação entre a IES e os estudantes pode ser classificada como síncrona ou assíncrona. Neste contexto, uma comunicação síncrona refere-se a um modelo em que os alunos devem estar virtualmente presentes para fazer parte de atividades específicas, numa determinada hora, mesmo que estejam em fusos horários diferentes. Já a modalidade assíncrona é mais flexível do que a síncrona. A comunicação assíncrona não requer participação simultânea. Desta forma, os alunos não precisam se encontrar ao mesmo tempo. Ao invés disso, eles podem escolher seu próprio ritmo para a aprendizagem e obter os conteúdos de acordo com a sua programação. Esta comunicação pode ser feita através de correio eletrônico, de listas de discussão, apresentação de vídeos, cursos de correspondência e cursos baseados na Web. As vantagens da comunicação assíncrona incluem a escolha do estudante tanto quanto ao lugar quanto ao tempo. Uma desvantagem é o uso excessivo da linguagem escrita. MODELO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA PROPOSTO POR ROBIN MASON Mason (1998) faz uma categorização de modelos de cursos de Educação a Distância em seu artigo Models of Online Courses, no qual a análise está baseada na possibilidade de interferência do aluno na seleção do conteúdo e nas discussões (quadro 2). Nestes modelos são consideradas as seguintes características de um curso EAD: desenho do curso, onde são abordados os fatores relacionados à elaboração e disponibilização dos materiais; o ambiente de aprendizagem, que leva em consideração as formas de interação entre alunos e professores, o suporte aos alunos e a questão da tutoria; ensino, no qual são apresentadas as estruturas do curso; e, o sistema de avaliação, no qual são analisados os critérios de avaliação, como a participação do aluno no curso. Os grupos são caracterizados da seguinte forma: Quadro 2: Modelos de cursos segundo a possibilidade de interferência do aluno Grupo I Esta categoria consiste em criar uma parte do curso (guias de   5 Conteúdo + Suporte estudo, atividades, discussões) que é construída sobre uma base de materiais já existentes (livros, CD-ROMs, tutoriais). Este modelo tende a incentivar os alunos a fazerem mais pesquisas, gerando mais liberdade e responsabilidade. O papel do professor ou tutor é mais intenso, porque uma parcela menor do curso é pré-determinada, de modo que ajustes são feitos a cada vez que o curso é implementado. Atividades síncronas, trabalhos em grupo e a incorporação de novas referências são possíveis neste modelo. O tempo dedicado a discussões, em relação ao total do curso, gira em torno de 50%. A base é a separação entre a equipe que planeja e produz o curso e as equipes que interagem com os alunos (outros professores ou tutores). Mesmo que os alunos possam direcionar as atividades e discussões para questões que são de seu interesse pessoal e/ou profissional. Grupo II Wrap Around A estrutura básica do curso, normalmente produzido em larga escala, deve ser seguida pelo aluno. A possibilidade de contextualização se dá essencialmente através de interação com os professores assistentes ou tutores. Em relação ao curso como um todo, o tempo dos alunos em discussões on-line não representa mais do que 20% do total de dedicação. Grupo III Integrado Este modelo é o oposto do grupo II. A base do curso é feita de atividades colaborativas, pesquisa intensiva e projetos em pequenos grupos. O conteúdo é fluido e dinâmico e determinado, em grande parte, pelas atividades individuais ou do grupo. De certa forma, desaparece a distinção entre conteúdo e suporte. Fonte: baseado em RODRIGUES E BARCIA (2003) Os modelos de cursos a distância apresentados por Mason (1998) não excluem as etapas de planejamento da estrutura dos cursos, e devem também levar em conta os requisitos pedagógicos de cada tipo de curso, independente das mídias utilizadas. Segundo Rodrigues e Barcia (2003) quanto mais alternativas de cursos a IES oferecer, maior deve ser a atenção com a estrutura tecnológica básica (que varia de curso para curso) e com o trabalho das equipes de produção de cursos e atendimento aos alunos. ESTRUTURAÇÃO DE UM CURSO A DISTÂNCIA Conforme apresentado pela University of Maryland University College  –  Institute for Distance Education - IDE (2001), independente do modelo adotado, o estágio de planejamento de cursos em Educação a Distância, deve-se considerar os seguintes aspectos ao planejar um curso de EAD (quadro 3):
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