O CONCEITO IGREJA X ESTADO EM JOÃO CALVINO

Description
O CONCEITO IGREJA X ESTADO EM JOÃO CALVINO

Please download to get full document.

View again

of 14
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Information
Category:

Human Anatomy

Publish on:

Views: 5 | Pages: 14

Extension: PDF | Download: 0

Share
Tags
Transcript
  CENTRO PRESBITERIANO DE PÓS-GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER O CONCEITO “IGREJA X   ESTADO”  EM JOÃO CALVINO Por Oslei Nascimento Monografia Apresentada ao Rev. Dr. Alderi Souza de Matos Como Requisito Parcial Para A Disciplina   HIG-602  –   Igreja e Estado Londrina 2000  2 ÍNDICE INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 3 1. IGREJA X ESTADO NA PERSPECTIVA DE CALVINO .......................................... 4 A. Duas tendências da época e a visão de João Calvino .................................................... 4 1. Duas tendências rejeitadas por Calvino ..................................................................... 4 2. O modo apropriado de governo segundo Calvino ..................................................... 6 B. A contribuição de André Bieler ..................................................................................... 7 1. A missão do Estado .................................................................................................... 7 2. A missão política da Igreja ........................................................................................ 9 CONCLUSÃO .................................................................................................................. 12 BIBLIOGRAFIA .............................................................................................................. 14  3 INTRODUÇÃO  Nesta breve monografia buscaremos apresentar a compreensão do relacionamento entre Igreja e Estado conforme a ótica de João Calvino, abordando as principais questões, teóricas e práticas, sobre esse tema, tratadas pelo reformador de Genebra. Utilizaremos fontes  primárias , ou seja, escritos do próprio Calvino, mas também fontes  secundárias , isto é, trabalhos de autores posteriores e suas diferentes interpretações,  bem como a nossa própria posição - justificando-a! Certamente, seria impossível esgotar um assunto dessa magnitude num trabalho tão  breve; ainda assim, na conclusão, pretendemos fazer um apanhado geral dos vários pontos abordados e fechar a monografia destacando a relevância do tema para a igreja evangélica atual.  4 IGREJA X ESTADO NA PERSPECTIVA DE CALVINO Duas tendências da época e a visão de João Calvino Ainda que seja conhecido na história, em primeiro lugar, como um teólogo e o sistematizador dos princípios da Reforma Protestante, João Calvino demonstrou muito interesse em problemas de governo, desde o início de sua carreira precoce e brilhante. Quando ainda muito jovem, recebeu seu treinamento não numa escola de teologia, mas na Faculdade de Letras de Paris e nas Faculdade de Leis de Orleans e Bourges. Não é de se surpreender, portanto, que tenha adquirido atração sobre este assunto e escrito mais sobre questões de ordem política do que qualquer outro tema “secular”.  Assim como Lutero e Zwínglio, Calvino fazia distinção entre Igreja e Estado,  principalmente por repudiar a mistura que a Igreja fazia de sua tarefa espiritual com o uso do poder temporal por parte do clero. Deve-se considerar que a insistência do reformador nesta distinção era também uma reação às dramáticas mudanças no ambiente da época. Além disso, as autoridades políticas se emanciparam da Igreja, mas de uma tal maneira que elas adaptaram as antigas leis papais-episcopais ao exercício do poder político. 1   a.    Duas tendências rejeitadas por Calvino Havia em sua época duas tendências correntes, absolutamente contrárias: a dos anabatistas, que negava a autoridade do governo civil sobre os cristãos - com todas as suas implicações, como, por exemplo, de que o Estado é impuro e os cristãos deveriam se abster de qualquer contato com ele; e a sustentada por muitos católicos romanos e alguns 1   Eberhard Busch, “Igreja e Política na Tradição Reformada” em Grandes Temas da Tradição Reformada , ed. Donald K. McKim (São Paulo: Pendão Real, 1999), 161.  5 luteranos, a saber: que os príncipes deveriam possuir uma absoluta e ilimitada autoridade civil. O reformador de Genebra rejeitou ambas as vertentes. Em resposta às tendências anabatistas, afirmou que a falta de governo conduz à anarquia e ao caos; respondendo aos católicos e luteranos, declarou que o absolutismo monárquico se opõe à verdadeira religião, exaltando-se acima do trono de Deus. Calvino acreditava que as três formas de governo - monarquia, aristocracia e democracia - eram muito fáceis de se corromper. 2  Muitos magistrados desviaram-se da  justiça, tornando-se tiranos; mas, mesmo assim, ainda possuíam autoridade dada por Deus e deviam ser obedecidos: “A obediência não se deve apenas ao magistrado justo”. 3  Para o erudito de Genebra os cristãos não devem resistir à autoridade de seus governantes, mesmo se eles foram fracos ou maus. 4  Há, entretanto, duas exceções para esta regra geral: primeira, os baixos magistrados, aqueles cujo dever é defender os interesses do  povo, fogem de suas responsabilidades se não repreenderem o tirano 5 ; segunda, fundamentada no reinado contínuo de Cristo, é que os cristãos devem obedecer primeiro a Deus e depois aos homens, assim devem se recusar obedecer qualquer ordem ou lei civil que seja contrária à lei de Deus. 6   Portanto, apesar de o estado se basear numa ordem divina, ele nunca ocupa o lugar de Deus.  Neste ponto Calvino corrige um equívoco de seu ponto de vista sobre o “governo” como ministro de Deus com a crítica de que ele priva “Deus de sua glória” quando deseja “tomar demais o seu lugar” chegando a exigir obediência cega. Tendo ordenado o governo, Deus  permanece sendo o Senhor sobre sua ordenação. De qualquer maneira, o governo continua sendo “sujeito” a Deus. 7   2  Juan Calvino,  Institucion de la Religion Cristiana  (Buenos Aires: Nueva Creación, 1967), 1173. 3  Citado por Wilson Castro Ferreira, Calvino: Vida, Influência e Teologia  (Campinas, LPC: 1985), 392. Observamos que, devido a ausência de aspas ou qualquer outro forma de formatação mais clara, é difícil distinguir neste livro o que é do personagem estudado e o que é do autor. 4  Calvino,  Intitucion , 1186-1192. 5  Ibid, 1184. 6  Ibid, 1193. 7   Busch, “Igreja e Política...”, 165.   8  André Bieler, O Humanismo social de Calvino  (São Paulo: Oikoumene, 1970), 25.
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks
SAVE OUR EARTH

We need your sign to support Project to invent "SMART AND CONTROLLABLE REFLECTIVE BALLOONS" to cover the Sun and Save Our Earth.

More details...

Sign Now!

We are very appreciated for your Prompt Action!

x