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ANAIS 2o Simpósio em Educação em Ciências na Amazônia VII Seminário de Ensino de Ciências na Amazônia 17 a 21 de setembro de 2012 ISSN 2237-146X Manaus—AM ALFABETIZAÇÃO ECOLÓGICA: UM NOVO OLHAR NO CONTEXTO AMAZÔNICO Ecological alphabetization: a new point of view according in

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    ALFABETIZAÇÃO ECOLÓGICA: UM NOVO OLHAR NO CONTEXTO AMAZÔNICO Ecological alphabetization: a new point of view according in Amazonian context Hiléia MONTEIRO Maciel [e-mail: hileiamaciel@hotmail.com]  Silvia Lima dos SANTOS [e-mail: silvinhalima@msn.com]   Augusto FACHÍN-TERÁN [e-mail: fachinteran@yahoo.com.br ]  Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Programa de Pós Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia (PPGEEC).  Av. Djalma Batista, 3578  –  Flores CEP. 69.050-010  –  Manaus/AM Resumo: O nosso planeta apresenta uma serie de problemas ambientais de diferente magnitude, grande parte deles causados pela ação do homem. A educação é uma das melhores alternativas para mudar este cenário. Neste artigo trazemos uma abordagem bibliográfica sobre a Alfabetização Ecológica e apresentamos possíveis estratégias para o contexto Amazônico. Nossa pesquisa esta fundamentada nas obras de Capra (2006), Monteiro (2010), Carvalho (2011), Nunes (2005), Tozoni (2008), e Alcântara e Fachín-Terán (2010), na busca de um novo olhar dentro do cenário Amazônico pautado na Alfabetização Ecológica. Iniciamos dando ênfase à relação   Homem-Natureza que identifica três concepções distintas e suas tendências: Sujeito Natural, Sujeito Cognoscente e Sujeito Histórico. Em seguida apresentamos a Alfabetização Ecológica pelo olhar de Fritjof Capra que nos orienta a compreender as múltiplas relações que se estabelecem entre todos os seres vivos e o ambiente onde vivem, e que tais relações, constituem a teia que sustenta a vida do planeta. Nessa perspectiva vislumbramos uma possível Formação Ecológica do Sujeito   com Carvalho (2011) quando define um sujeito ideal que sustenta a utopia dos que creem nos valores ecológicos. Também destacamos a relevância da Alfabetização Ecológica para preservar o ecossistema amazônico. As medidas ecológicas devem iniciar por urgente campanha de alfabetização ecológica, de forma a atingir não apenas a  juventude, mas todas as esferas da sociedade, incluindo professores, intelectuais e governantes. É nesse contexto que se justifica a práxis educativa de implementar estratégias que conduzam a uma mudança de comportamento relacionado à conservação e preservação do meio ambiente. Palavras-Chave:  Alfabetização ecológica. Amazônia. Educação. 2 o Simp   ósio em Educação em Ciências na Amazônia VII Seminário de Ensino de Ciências na Amazônia   -   17 a 21 de setembro de 2012 Manaus  —  AM    Abstract : Our planet presents a set of environmental problematic in many magnitudes, several caused by men. Education is one of the best alternatives to change this situation. This article has bibliographic approach concerning ecological alphabetization and introduces possible strategies for Amazonian context. The bibliographic research is based in authors like: Capra (2006), Monteiro (2010), Carvalho (2011), Nunes (2005), Tozoni (2008), and Alcântara and Fachín-Terán (2010), searching a new point of view in amazonian context based in ecological alphabetization. Initially, we emphasize the relationship between Men and Nature, identifying three different conception and their tendencies: Natural Subject, Cognoscente Subject and Historical Subject. Therefore, we introduce the ecological alphabetization according Fritjof Capra, guiding to comprehension of multiple relation among living being and their habitat, same base relation for life in this planet. In this perspective we noticed a possible subject’s ecological training according Carvalho (2011) who define that: the ideal subject is who idealize a utopia of whose believe in ecological values. Also, we underlined the relevance of ecological alphabetization to preserve the Amazonian o ecosystem. The ecological measures urgently have to begin by mean of ecological alphabetization campaign, aiming to don’t influence in young only, but in society itself, mainly in teachers, intellectuals and authorities. In this context, the educative praxis is justified according to implement strategies to conduct to a behavior change related to environmental conservation and preservation. Keywords:  Ecological Alphabetization. Amazon. Education. Introdução Considerando a importância da percepção do meio ambiente para o entendimento mais abrangente da questão ambiental, faz-se necessário uma ampla difusão de conhecimentos para esclarecer que o meio ambiente não se reduz aos aspectos da fauna e da flora, à ecologia, ou aos ecossistemas. Esses aspectos são importantes na concepção do meio ambiente, mas representa uma parcela da totalidade da dimensão ambiental. De acordo com Capozzoli (2008), a Amazônia constitui mais de 60% do território brasileiro. Somente a apresentação deste dado justifica promover discussões voltadas para o desenvolvimento e a integração dessa região, tão cheia de potencial e de beleza e que tem inspirado tão diferentes visões apresentadas à população. A Amazônia é um dos locais do mundo que mais necessitam da conexão dos elementos da floresta para se desenvolver de maneira sustentável. Este autor ainda ressalta que a Amazônia traz três percepções: riqueza, mistério e fragilidade.  A primeira percepção é o da exuberância, que se expressa através da sua riqueza em sua biodiversidade e abundancia. Considerando-se a dimensão continental da Amazônia brasileira é necessário sensibilizar para compreendermos que somos donos de um tesouro que a natureza demorou milhões de anos para construir e que guarda em seu meio a riqueza e o poder da cura para muitas doenças.   A segunda percepção é a de mistério, ligado ao ainda pouco e fragmentado conhecimento científico que se tem a seu respeito que, a cada dia buscam-se alternativas para novas descobertas, através da biotecnologia da região.  A última percepção necessária para completar o quadro da Amazônia é a fragilidade. Pois acreditamos que a mesma proporção apresentada em riqueza é a mesma apresenta em fragilidade. Onde conhecemos a cada dia a gravidade dos problemas ambientais. Toda essa enorme biodiversidade, entretanto, está ameaçada pela má ação antrópica, ou seja, pelo mau gerenciamento do homem dos recursos naturais. Monteiro (2010), nos alerta que a alfabetização que tivemos foi apenas no sentido da escrita e da leitura, já que os valores morais eram transmitidos no seio das famílias e das religiões. Portanto, acreditamos que o ser humano precisa ser alfabetizado no sentido ecológico, para não perder de todo o seu vinculo com a natureza e assim viver em harmonia com o meio.  Assim nos propormos compreender as possibilidades de alfabetização ecológica para a conservação dos ambientes naturais na Amazônia. Para tanto, nossa pesquisa de cunho bibliográfico esta fundamentada nas obras de Capra, Monteiro, Carvalho, Nunes, Tozoni, Alcântara e Fachín-Terán na busca de um novo olhar dentro do cenário Amazônico pautado na Alfabetização Ecológica. A relação Homem-Natureza Para compreender o sentido da relação homem-natureza, Tonzoni (2008), nos mostrar uma síntese para a compreensão epistemológica da educação ambiental. Nela podemos identificar três concepções distintas de tendências da relação homem-natureza: aquelas que são consideram pressupostos básicos: Sujeito Natural, Sujeito Cognoscente e Sujeito Histórico.  A concepção do Sujeito Natural indica a igualdade entre todos os elementos da natureza para voltar ao equilíbrio natural. Essa concepção refere-se ao caráter idílico da relação homem-natureza: os seres humanos são representados como vilões que precisam encontrar seu lugar, naturalmente determinado. Temos aqui uma concepção romantizada, na qual a ideia de integração é sugerida pela volta ao paraíso perdido. Os problemas ambientais e suas soluções estão permeados pela subjetividade; embora a intencionalidade dos indivíduos apareça em suas relações com o ambiente, ela é determinada pela vontade subjetiva desses indivíduos. Na concepção de Sujeito Cognoscente, encontram-se as representações da relação homem-natureza que, reconhece a desigualdade presente nessa relação, aponta a falta de conhecimentos sobre as leis da natureza como determinantes dos problemas ambientais. Aqui, o conhecimento aparece como mediador da relação homem-natureza, mas uma mediação imediata, direta, automática, mecânica, como se fosse assim: conheceu,...preservou. Essa tendência refere-se ao caráter utilitarista da relação dos indivíduos como o ambiente em que vivem: saber (conhecimentos técnicos e científicos) usar, para poder usar mais e sempre, mas sempre usar.   A Concepção Sujeito Histórico, é marcada pela intencionalidade dos sujeitos. Segundo essa concepção homem-natureza estão presentes as condições históricas, sociais, políticas, econômicas e culturais. Essa relação é entendida pela ótica da relação sociedade-natureza. A ideia síntese é que essa relação é construída pelas relações sociais: a história e a cultura são condicionantes e mediadoras, conferindo-lhe um caráter sócio-histórico. O desenvolvimento da tecnologia aparece como um dos instrumentos dessa relação, pois exige a intencionalidade dos sujeitos para conservar ou impactar, estabelecendo a relação entre a cultura e a história. A importância dos conhecimentos técnicos científicos é reconhecida, não numa relação direta e mecânica, mas definida pela vontade intencional - portanto histórica  –  dos sujeitos.  A compreensão das relações homem-natureza tem sido tema central nas reflexões sobre o agravamento acelerado da crise ambiental que se tem vivido, nas ultimas décadas. O desenvolvimento intenso e acelerado dos conhecimentos técnicos científicos que permitem um conhecimento mais profundo dos processos ecológicos da natureza não tem conseguido mudar a relação dos homens com o ambiente em que vivem. Entendemos que uma das alternativas é alfabetizar ecologicamente o ser humano de maneira que conserve os recursos naturais da floresta. Nesse sentido, Monteiro ( 2010) nos alerta que “ser ecologicamente alfabetizado, significa entender os princípios de organização das comunidades ecológicas e usar esses princípios para criar inclusive as nossas comunidades educativas, comerciais e políticas, de modo que os princípios da Ecologia nelas se manifestem como principio de educação, de administração e política”. Pois através dela é possível entender as múltiplas relações que se estabelecem entre todos os seres vivos e o ambiente onde vivem, e como tais relações se configuram na teia que sustenta a vida no planeta (NUNES, 2005). Alfabetização Ecológica O termo Alfabetização Ecológica pelo olhar de Fritjof Capra, tem como proposta uma educação pautada na satisfação das necessidades humanas sem prejudicar as próximas gerações, iniciando pela compreensão dos princípios básicos que regem a vida na Terra.  Assim a Alfabetização Ecológica, na concepção de Capra, reside em dois pressupostos: o de conhecer os princípios ecológicos básicos para extrair e seguir determinadas lições morais; e o de transferir essa moralidade presente na natureza para as formações sociais humanas, a fim de se retomar o rumo civilizacional em padrões sustentáveis. Nessa perspectiva, entendemos que a alfabetização ecológica não é uma   proposta de transformar a educação ambiental num processo de ensino e aprendizagem de ecologia, nem de reduzir sua abrangência e complexidade   política, mas de contribuir para que a educação ambiental agregue às suas múltiplas dimensões, a alfabetização ecológica, como àquela que abarca a dimensão biológica do ser humano, considerado enquanto ser bio-psico-social.
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